Portugal destaca que papel da Cplp é fundamental no apoio à Guiné-Bissau
BR

27 dezembro 2017

Embaixador português junto à ONU acredita em influência positiva de Estados-membros para solução da crise; Portugal participa em três das cinco organizações parceiras que acompanham processo para consolidar a paz na nação africana.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, podem incentivar o esforço internacional para que os atores políticos guineenses ultrapassem a crise política e institucional.

As declarações são do embaixador de Portugal junto às Nações Unidas, Francisco Duarte Lopes.

Consolidação da paz

Numa entrevista à ONU News sobre cooperação do seu país com a ONU em 2018, o embaixador contou que seu país tem dado passos para a resolução do impasse político guineense.

“Portugal, no âmbito da União Europeia, tem sido muito ativo para que a União Europeia continue a apoiar a manutenção dos militares da Cedeao, que é a missão da Ecomig, que tem sido muito importante durante este período de crise político-institucional. O Brasil tem a presidência da Cplp e tem, aqui em Nova Iorque, a presidência da Configuração da Comissão de Consolidação da Paz que trata da Guiné-Bissau, precisamente, mas também agora por exemplo a Guiné Equatorial que vai entrar para o Conselho de Segurança no próximo dia 1 (de janeiro) e que vai assegurar a presidência do Comité de Sanções para a Guiné-Bissau do Conselho de Segurança.”

Portugal participa no diálogo político sobre a Guiné-Bissau como membro da Cplp, da União Europeia, UE, e das Nações Unidas que compõe as cinco organizações parceiras no processo guineense com a  União Africana, UA e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao.

Acordos

O diplomata disse que os apelos para o fim da crise na Guiné-Bissau têm sido insistentemente levantados em fóruns internacionais.

“Na última reunião da Comissão da Consolidação da Paz, da Configuração para a Guiné-Bissau, os apelos da comunidade internacional focaram, essencialmente, na necessidade de cumprir os acordos de Conacri, na necessidade de bem preparar o ciclo eleitorais que se avizinham de acordo com a Constituição guineense e de apelar ao conjunto da comunidade internacional para que apoie a Guiné-Bissau a assegurar que são cumpridos os Acordos de Conacri, são organizadas eleições livres e justas, como aconteceu aliás em 2014, e que o ciclo eleitoral decorra normalmente contribuindo para ultrapassar este período de crise.”

Francisco Duarte Lopes lembrou que um ponto positivo é que os militares não interferiram na crise política da Guiné-Bissau que dura há mais de dois anos e meio após a demissão do governo do ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, no segundo semestre de 2015.

 

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