Embaixador do Pnuma diz que energias limpas são mais lucrativas

19 dezembro 2017

O embaixador da Boa Vontade do Programa da ONU para o Meio Ambiente é piloto; lidera o projeto Impulso Solar, que desenvolveu um avião movido totalmente a energia solar; em 2015 foi elogiado pelas Nações Unidas.

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque.

O embaixador da Boa Vontade do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, Bertrand Piccard, defendeu que o mundo deve investir em energias limpas por serem mais lucrativas para os investidores e consumidores em mercados emergentes.

Em nota divulgada esta segunda-feira, o embaixador da Boa Vontade do Pnuma considera que os decisores políticos devem parar de se comprometer com metas minimalistas, visando à redução da poluição, e definir objetivos baseados nas tecnologias modernas.

Gerações futuras

O piloto lidera o projeto Impulso Solar que em 2015 desenvolveu um avião movido totalmente a energia solar elogiado pela ONU. Piccard afirmou que o mundo deve desenvolver materiais seguros, como embalagens reutilizáveis com objetivo de salvaguardar “não só as gerações futuras, mas para o bem-estar atual” da humanidade.

Ele lembrou que a poluição do ar, que se tornou o maior risco para a saúde ambiental, mata anualmente 7 milhões de pessoas. E que todos os dias são despejados nos rios cerca de 2 bilhões de toneladas de resíduos humanos, contendo produtos químicos que podem ter graves impactos na saúde humana.

Soluções

Na mesma nota, o embaixador da ONU para o Ambiente diz “existirem soluções que podem reduzir a poluição e, simultaneamente, gerar lucro” e que “se fossem implementadas, podem reduzir drasticamente as emissões poluentes a nível global, beneficiando as pessoas, o planeta e a indústria”.

O piloto e defensor do ambiente questiona o rumo que a humanidade está a seguir, quando, por exemplo, cerca de 30% dos alimentos produzidos a nível mundial são perdidos ou desperdiçados, levando a emissões de metano que causam mudanças climáticas.

O embaixador da Boa Vontade do Pnuma afirmou ser preciso traçar metas ambiciosas para que o planeta seja livre de poluição, e lembrou que, anualmente, 8 milhões de toneladas de plástico atingem os oceanos, afetando numerosas espécies marinhas.

 

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