Chefe dos direitos humanos quer fim das ameaças a investigadores no Burundi

21 novembro 2017

Zeid Al Hussein pede cooperação do país, e que cesse intimidação a membros da Comissão de Inquérito Internacional independente sobre a nação dos Grandes Lagos.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos disse ao Burundi que “são inaceitáveis as ameaças de perseguição”, feitas aos membros de uma Comissão mandatada pelo Conselho de Direitos Humanos por cumprirem tarefas dadas pelo órgão.

Para Zeid Al Hussein, a ameaça do Governo do Burundi é uma clara violação do artigo VI da Convenção de 1946 sobre os Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, aplicada a peritos envolvidos em missões da organização.

Recusa

Em nota publicada, esta segunda-feira, o Escritório de Direitos Humanos destaca que Zeid pediu ao governo burundês que reveja a sua política de recusa de cooperação com a Comissão de Inquérito Internacional independente. O outro apelo é que “parem ameaças” feitas ao grupo de peritos.

O Escritório revela preocupação com os “esforços contínuos de certos Estados para minar e desacreditar importantes mecanismos estabelecidos pelos 47 Estados-membros do Conselho dos Direitos Humanos.”

De acordo com a nota, o embaixador burundês teria afirmado recentemente que o governo do Burundi rejeitou categoricamente o relatório da Comissão de Inquérito, declarando-o tendencioso e politicamente motivado.

Difamação

A posição foi revelada num diálogo interativo sobre o relatório da Comissão Internacional de Inquérito sobre o Burundi, realizado na 3ª Comissão da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.

O diplomata ameaçou "levar os autores do relatório à justiça" sob acusação de difamação e de tentativa de desestabilização de instituições do país.

 

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