Agências da ONU dotam guineenses de instrumentos de avaliação da pobreza

10 outubro 2017

Projeto financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Banco Africano do Desenvolvimento conta com parceria da Unicef; iniciativa ajudará na elaboração de políticas públicas.

Amatijane Candé, de Bissau para a Rádio ONU.

A Guiné-Bissau está agora em condições de levar a cabo uma avaliação multidimensional da pobreza a nível nacional. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud e o Banco Africano de Desenvolvimento deram alma ao projeto do Ministério guineense das finanças, desenvolvido em parceria com o Unicef.

Evolução

O estudo insere-se no âmbito do processo participativo da análise da pobreza multidimensional e das privações na Guiné-Bissau, focalizado nas metodologias: a MPI e Moda. Uma examina a pobreza em toda a população enquanto a outra faz uma abordagem direcionada especificamente as crianças.

Falando à ONU News, Pierre Martel, Consultor do Pnud para a Região africana, baseado em Maseru, capital do Lesoto, disse que o mundo evoluiu e os conceitos da pobreza também.

Escola

“Os conceitos evoluíram muito com os anos e a maioria das pessoas, hoje em dia, pensa que falar só da pobreza monetária não captura todo o âmbito do conceito da pobreza. Posso ter 200 cabeças de gado mas estou a viver num lugar sem escola, clínica. Será que sou mesmo rico? Então os índices de MPI, Moda tentam capturar esses vários aspetos da pobreza”.

São 15 Técnicos de diferentes Ministérios, institutos e organizações da sociedade civil. No fim de semana, eles adotaram uma lista de dimensões e indicadores que passam a servir de base para o cálculo do índice de pobreza multidimensional, não só a nível nacional, como também em torno das crianças. Pierre Martel falou do impacto da formação na vida das pessoas.

Indicadores

“Eu acho com este trabalho que fizemos juntos, estes colegas vão ter mais capacidade de compartilhar com outros o que quer dizer estes resultados. Estes resultados vão ajudar na planificação para vários departamentos, tomando em consideração que parte da população é mais pobre em certos indicadores”.

Os instrumentos adotados resultaram do diálogo com as partes interessadas, desencadeado em todas as regiões sobre o conceito da pobreza multidimensional e a identificação participativa das suas diferentes facetas no país.

Foi elaborado durante um ateliê nacional realizado em setembro, em que dos mais de 50 participantes, 15 foram selecionados para o curso em Moda e MPI.

 

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