Após batalha de Mossul, OIM diz que cidade precisa de doadores internacionais

26 julho 2017

Exército iraquiano e aliados iniciaram ofensiva na região em outubro para libertar área do controlo do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

Com o fim da batalha por Mossul, no Iraque, a Organização Internacional de Migrações, OIM, afirmou que o local precisa agora do apoio de doadores externos para que possa ser reerguido.

Em comunicado, a OIM afirmou que a calamidade humanitária em Mossul é muito maior do que se imaginava.

Divisão

Hala Jaber, da OIM, realizou uma viagem à cidade e disse que existe uma clara divisão entre os lados leste e oeste de Mossul. Enquanto que o leste se recupera mais rapidamente, o oeste deverá precisar de mais tempo para se levantar.

Filas e mais filas de casa em bairros inteiros estão destruídas. Há carros sucateados ainda estacionados à frente de casas que já não existem. Algumas estradas foram abandonadas e reduzidas a crateras.

Vários bairros históricos, que existiam desde 401 antes de Cristo são agora ruínas, e a Cidade Velha de Mossul é quase uma cidade fantasma.

Ferrovias

Dos 54 distritos residenciais, 15 foram reduzidos a pó. Somente na parte velha, 5,5 mil prédios foram danificados. Toda a estrutura de pontes, escolas, aeroporto e caminhos-de-ferro além de uma universidade precisa de ser refeita.

O Plano de Resposta Humanitária para o Iraque, que foi divulgado em fevereiro, alertou que a operação em Mossul poderia ser a maior humanitária do mundo neste ano. O custo estimado é de US$ 985 milhões. Mas até julho menos da metade deste total havia sido recebido.

Tarefa

Já o apelo da OIM de US$ 28,8 milhões só conseguiu arrecadar 33% até agora.

Mais de 141 mil famílias continuam deslocadas dentro do próprio país. Cerca de 80% das pessoas que tiveram que fugir de suas casas estão a voltar para o leste de Mossul.

O chefe da OIM no Iraque, Thomas Lothas Weiss, disse que a escala da destruição no oeste de Mossul é enorme e que auxiliar no retorno de centenas de milhares de pessoas deslocadas não é uma tarefa pequena.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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