Cooperação é mensagem brasileira na Conferência dos Oceanos
BR

7 junho 2017

Secretário nacional de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Jaílson de Andrade, falou à ONU News que questão dos mares requer grande colaboração entre países; o especialista ressaltou que 15% da água doce que chega aos oceanos do mundo vem do rio Amazonas.

Eleutério Guevane e Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

A cooperação é um dos principais pontos da mensagem do Brasil na Conferência dos Oceanos que está sendo realizada na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O secretário nacional de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Jaílson de Andrade, lembrou ainda que o país tem a maior costa Atlântica e falou à ONU News durante o encontro.

Cooperação

“O Brasil parte do princípio que a vida vem dos oceanos, ou seja, que os oceanos são primordiais para a vida. Como os oceanos se comunicam em todo o mundo, nós vemos os oceanos, além de essencial para a vida, como um bom veículo de comunicação e de cooperação entre os países. Então, a mensagem primeira do Brasil é cooperação. A questão dos oceanos, do ODS 14, não é uma questão para um só país, um só continente enfrentar. Ela precisa de uma grande cooperação de todos.”

Entre os temas para colaboração, o especialista citou lixo, acidificação, pesca predatória, poluição de baías e estuários e o aumento do nível dos mares.

Outras áreas de parcerias com diversos países incluem migração e papel dos mares no clima. O especialista afirmou que em novembro, o Brasil pretende reunir vários países das regiões do Caribe e da África para intensificar a cooperação sobre oceanos.

Sustentabilidade

Jailson de Andrade falou ainda sobre uma possível colaboração brasileira com Portugal e Cabo Verde para fortalecer redes de pesquisa sobre oceanos.

O especialista acredita que o mundo "ainda está longe de garantir a sustentabilidade" dos oceanos, mas defendeu a importância do uso sustentável dos mares, incluindo questões como pesca e poluição.

Na entrevista, ele ressaltou ainda que 15% da água doce que chega aos oceanos do mundo vem do rio Amazonas.

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