Especial: Conferência dos Oceanos é “sonho realizado” para países caribenhos
BR

2 junho 2017

Sede da ONU abriga grande evento sobre vida marinha entre os dias 5 e 9 de junho; proteger os oceanos está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; em Trinidad e Tobago, população depende do mar.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Proteger os oceanos está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pelos 193 países-membros da ONU em setembro de 2015.

O objetivo 14 foca especificamente na “conservação e no uso sustentável dos recursos marinhos” e a partir de segunda-feira, acontece nas Nações Unidas a primeira Conferência sobre os Oceanos.

Defesa

Representantes de várias nações debatem, durante cinco dias, o combate à poluição marinha, a preservação dos estoques de peixes e como conservar os recursos do mar.

Em entrevista à ONU News, o presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, explicou porque agora é a hora de defender os oceanos.

Plástico

Thomson citou como exemplo poluição marinha. Segundo ele, se nada for feito, em 2050 haverá a mesma quantidade de plástico e de peixes nos oceanos.

O presidente da Assembleia Geral quer ação imediata, porque os peixes que ingerem pedaços de plástico vão parar na nossa mesa de refeição. Ele destaca que isso não é bom para o ser humano.

A Conferência sobre os Oceanos é especialmente revelante para os países caribenhos, destaca o diretor do Centro de Informação da ONU para a região.

Impactos

Juan Miguel Diez afirma que o encontro é “um sonho realizado” para as nações do Caribe, como Trinidad e Tobago, que abriga 1,4 milhão de habitantes.

A maioria depende do mar para sobreviver, explica a representante da FAO em Trinidad e Tobago, a agência da ONU para Agricultura e Alimentação.

Segundo Neila Bobb Prescott, em Trinidad e Tobago, a extensão do mar é 15 vezes maior do que a da terra. Por isso, muitas famílias são impactadas pela saúde do sistema marinho.

Sobrepesca

A representante da FAO destaca que as estações de gás e de petróleo do país estão localizadas no mar, colocando em risco as espécies da ilha. A Universidade de Trinidad e Tobago calcula que as exportações de gás e de petróleo representam 60% do Produto Interno Bruto, PIB.

O presidente do grupo Pescadores e Amigos do Mar, Terrance Beddoe, contou à ONU News que em maio, houve um vazamento de um tanque de petróleo, que se espalhou por até cinco milhas no Golfo de Paria, na costa oeste de Trinidad, impactando os peixes.

Dados das Nações Unidas revelam que 56% dos peixes do mundo todo saem do mar e o restante é criado em tanques. Segundo a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, a pesca está num nível biológico insustentável. O grau de exploração no Mar Mediterrâneo está a 70% e no Mar Negro, a 90%.

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