Mudanças climáticas levaram à seca de 90% do Lago Chade desde 1960

16 março 2017

Fenómeno agravou uma das crises humanitárias mais complexas da atualidade; Reino Unido financia iniciativa com agências da ONU na área marcada pela violência e ameaça de novas emergências.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Lago Chade perdeu 90% das águas usadas pelas comunidades locais desde 1960, devido ao impacto das mudanças climáticas e da irrigação excessiva.

Com as águas secas as populações já não podem viver da pesca na superfície aquática que durante esse período passou de 25 mil km² para os atuais 2,5 mil km².

Capacidade de resposta

A declaração foi feita por agências das Nações Unidas que recebem apoio do governo britânico para impulsionar o Projecto Ready to Respond, ou Prontos para Responder em português.

A meta é atender as necessidades imediatas das comunidades locais que também sofrem com a escalada de violência e estão expostas a novas emergências.

As terras circundadas pelo lago que banha a Nigéria, o Níger, os Camarões e o Chade são marcadas por ações terroristas do grupo Boko Haram cujos ataques deslocaram 2,3 milhões de pessoas.

 Ajuda

A violência, combinada com a seca crónica, a cólera e a pobreza estão entre os fatores por detrás da que é considerada uma das crises humanitárias mais complexas e severas do mundo atual. Dos 17 milhões de habitantes do lago, cerca de 10,7 milhões precisam de ajuda.

O grupo de agências anunciou novos acordos de colaboração com parceiros, além de medidas para atuar melhor diante das crises que afetam a região.

Em três anos de operação com os fundos do Reino Unido, os quatro países receberam alimentos, equipamentos de comunicação e kits de educação infantil.

 

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