ONU alerta que alta da violência e restrições agravam situação no Iêmen
BR

21 fevereiro 2017

Alerta foi feito pelo coordenador das Nações Unidas para o país, Jamie McGoldrick; Acnur diz que 3 milhões de pessoas fugiram de suas casas desde início do conflito; OMS inicia campanha de vacinação contra a poliomielite.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O coordenador da ONU no Iêmen, Jamie McGoldrick, afirmou, esta terça-feira, que o aumento das lutas e das restrições agravaram ainda mais a já grave situação humanitária no país.

McGoldrick citou “profunda preocupação” não só com a escalada do conflito, mas também com a militarização da costa oeste do Iêmen.

Condições

Segundo ele, mais de 17 milhões de pessoas não têm condições de se alimentar adequadamente. Mais de 7 milhões de iemenitas não sabem quando vão conseguir comer novamente e podem morrer de fome.

O coordenador afirmou que nos últimos dois meses, o conflito piorou em várias regiões, inclusive no Estados de Taiz. Milhares de civis morreram ou foram forçados a fugir de suas casas.

Em comunicado conjunto, a agência da ONU para Refugiados, Acnur e a Organização Internacional para Migrações, OIM, alertaram para a crise de deslocados no país.

Segundo o documento, desde o início do conflito em março de 2015, mais de 3 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas.

Perigo

Agora, quase dois anos depois, as hostilidades contínuas e a piora das condições estão forçando 1 milhão de iemenitas que fugiram por causa da violência a retornarem à região, apesar do perigo e da insegurança por todo o país.

Nesse ambiente de preocupação, a Organização Mundial da Saúde, OMS, iniciou, esta terça-feira, uma campanha de vacinação contra a poliomielite.

O objetivo é vacinar mais de 5 milhões de crianças menores de cinco anos. Mais de 40 mil agentes de saúde vão participar da campanha que vai até quarta-feira.

Segundo a agência da ONU, os grupos considerados de alto risco, como os deslocados internos e refugiados, também receberão a vacina.

A OMS afirmou que está trabalhando junto ao Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e autoridades de saúde iemenitas para manter o país livre da doença.

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