Em Bangui, FMI defende restauração da economia centro-africana

25 janeiro 2017

Diretora executiva defende cooperação para restabelecer estabilidade e crescimento; programa com o governo prevê US$ 120 milhões para três anos; assistência inclui ajudar a melhorar gestão de recursos humanos.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A diretora executiva do Fundo Monetário Internacional, FMI, disse que progressos são visíveis na República Centro-Africana desde o início das tensões em 2013.

Falando esta quarta-feira aos parlamentares do país em Bangui, Christine Lagarde saudou os esforços e a cooperação do governo com o órgão e assinalou a “estabilidade nas ruas, os serviços básicos restaurados e a transição política”.

Futuro

Lagarde disse que esta dinâmica será necessária diante do “legado de fragilidade” e de um futuro onde o grande desafio dos centro-africanos continuará a ser restaurar a sua economia e atender às necessidades do povo.

Na capital centro-africana, Lagarde reiterou o seu empenho para ajudar o país em direção ao desenvolvimento e para dar “todo o apoio com assistência financeira, competência política, auxílio técnico e capacitação.”

Estabilidade e crescimento

Há seis meses, o governo centro-africano teve aprovado um programa de  US$ 120 milhões pelo órgão.

A assistência do FMI inclui melhorar a capacidade de gestão da economia, incluindo na área de recursos naturais e na assistência financeira. Lagarde considera essencial a cooperação para restaurar a estabilidade e o crescimento.

Os objetivos da cooperação entre as duas partes nos próximos anos incluem reforçar a recolha de receitas, investir em infraestruturas, implementar reformas além de mobilizar e coordenar o apoio de parceiros de desenvolvimento.

Durante a administração interina,  o apoio às autoridades de transição de US$ 28 milhões ao país foi com empréstimos de emergência associados à cooperação para criar um plano global para restaurar a estabilidade económica.

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