Angolanos devem conhecer expectativas de transição para país de renda média

29 dezembro 2016

Especialista do Pnud explica porque o processo é “desafio e oportunidade”; graduação está prevista para fevereiro de 2021;  estimativas indicam que taxa de desemprego chega a 20%.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O sucesso de transição de Angola para economia de renda média está no centro de um plano de cinco anos que é preparado pelo governo com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud.

A conselheira económica da agência no país disse à ONU News, em Luanda, que a crise financeira exige alvos concretos para obter bons resultados. A especialista destaca ainda que os cidadãos nacionais têm um papel importante.

Informação

“Os angolanos têm que saber o que representa a graduação para Angola, quais as suas implicações, que coisas devem ser feitas a partir do governo e da sociedade civil pelo próprio setor privado e pela própria cooperação internacional. Isso precisa de uma atividade de advocacia e de informação para que todos os angolanos tenham essa informação sobre esse processo, para terem a oportunidade de contribuir.”

Em junho, Gallardo revelou que a graduação prevista para fevereiro de 2021 deve ser olhada como um desafio e uma oportunidade. Ela reiterou que é preciso diversificar a economia que depende fortemente do petróleo e ter um investimento intenso no capital humano.

A especialista revelou porque é importante o apoio internacional para o sucesso da transição no país, que em alguns casos já é considerado uma economia média.

Tarifas

“Temos bancos internacionais que já estão a dar um tratamento de rendimento médio. Isso não vai ser uma grande mudança. Mas sim vai ter alguns impactos. Porque por exemplo se Angola começa a negociar as suas exportações (haverá) novas tarifas comerciais com parceiros. O tema da propriedade intelectual vai ter algumas negociações. Não vai ter também alguns recursos que estão a vir na qualidade de doação porque o país também já vai ser graduado.”

O Pnud reafirmou o compromisso de apoiar Angola “reconhecendo a soberania e respeito pelo país”.

Processos produtivos

Entre as recomendações estão o estímulo à formação de jovens no país onde a taxa de desemprego chega a 20%. Gallardo revelou ainda que deve ser estimulado o acesso ao ensino médio e vocacional e enquadrar mais jovens nos processos produtivos.

As áreas sociais que devem ser atenção antes de 2021 incluem o combate à mortalidade materno infantil e melhorias na taxa de alfabetização.

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