Preservação de dugongos em Moçambique é destaque do Pnuma

28 dezembro 2016

Projeto na ilha de Bazaruto é citado como exemplo por agência da ONU; espécie está ameaçada de extinção devido à pesca, à poluição e aos incidentes causados por embarcações.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, chama a atenção dos países para os riscos enfrentados pelos dugongos, uma espécie marinha ameaçada de extinção e que se alimenta em exclusivo de algas.

A agência diz haver apenas 120 mil exemplares dos animais afetados pela pesca e pela poluição do mar em todo o mundo, além de serem feridos por embarcações ou até mortos pelos que querem saborear a sua carne.

Bazaruto

A esperança está em projetos de conservação em países como Indonésia, Madagáscar, Malásia, Timor-Leste e Moçambique. A ideia central é trabalhar com as comunidades locais, para que entendam os benefícios da preservação dos dugongos e do seu habitat natural.

O Pnuma destaca uma iniciativa no arquipélago moçambicano de Bazaruto, organizada por ONGs como a Blue Ventures.

Para ganhar a confiança no projeto, as famílias de pescadores das ilhas são beneficiadas com serviços de saúde reprodutiva. Ao mesmo tempo, os agregados são incentivados a acabar com práticas que prejudicam o meio ambiente marinho.

Redes

A ideia é fornecer aos pescadores moçambicanos acesso exclusivo a mercados e a produtos de pesca. O principal objetivo em Bazaruto é acabar com a utilização das redes de pesca, que muitas vezes causam a morte dos dugongos.

A diretora nacional de Meio Ambiente no Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique contou ao Pnuma que o país beneficia-se da colaboração com a ONG.

Vida

Ivete Joaquim Maibaze destaca que os progremas de planeamento familiar ajudam a construir a confiança das comunidades, que em troca se comprometem à conservação das espécies marinhas.

O Pnuma explica que um dugongo consegue comer até 45kg de algas por dia, podendo crescer até 3 metros e pesar 500 kg. A esperança de vida é de 70 anos para a espécie que pode viajar centenas de quilómetros em poucos dias.

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