Angola diz haver muito a fazer para melhorar serviços a pessoas com autismo

6 dezembro 2016

Condição é associada a espíritos malignos, bruxaria e doença mental;  autoridades angolanas dizem apoiar ação global para definir políticas para melhorar qualidade de vida de crianças que vivem com o autismo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola considera que há ainda muito a fazer para melhorar serviços oferecidos às pessoas com autismo no país.

A declaração consta de uma mensagem apresentada esta terça-feira nas Nações Unidas no evento intitulado “Autismo em África”. O conselheiro da Missão Angolana junto à ONU Fidel Casimiro disse que o país tem vindo a lidar com uma série de obstáculos.

Estigma e Intolerância

Falando em inglês, o representante citou entre os maiores desafios  a falta de conhecimento que leva a associar o comportamento das crianças autistas a espíritos malignos, à bruxaria e à doença mental. Outros fatores são o estigma social, a intolerância e o diagnóstico tardio.

Casimiro  reafirmou a colaboração angolana para aumentar a consciência sobre a condição e confrontar desafios de crianças angolanas que vivem com o problema para melhorar a sua vida.

Angola foi um dos organizadores do evento onde revelou precisar de especialistas, psicólogos clínicos, terapeutas ocupacionais e de fala, e professores especializados em reabilitar crianças com a condição.

Políticas

Angola revelou que vai colaborar para o avanço em direção a políticas para melhorar o destino dos menores que vivem com o autismo.

A declaração sublinha que Angola vê a sua obrigação de investir na sobrevivência, na proteção e no desenvolvimento das crianças.

Barreira

Para o país, trata-se “não apenas de uma questão de política pública mas de uma obrigação moral” onde já há “progressos significativos na resposta às barreiras que impedem a plena realização dos direitos da criança.”

O representante angolano disse que nos últimos anos tem aumentado a consciência sobre o autismo em Angola com as plataformas do governo e da sociedade civil “com papel significativo na defesa para a prestação de serviços.”

Apesar de  não haver clareza sobre a dimensão do autismo em África, a nível global uma em cada 160 pessoas vive com o problema.

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