Guiné-Bissau tem mais de 40 novas tutoras em obstetrícia

23 novembro 2016

Diplomas foram entregues pelo governo e pelo Fundo das Nações Unidas para a População; objetivo é promover serviços de saúde reprodutiva de qualidade para reduzir a mortalidade materna e infantil no país.

Amatijane Candé de Bissau para a Rádio ONU.

Em Bissau, 42 parteiras concluíram o primeiro curso de Tutoria em Obstetrícia.

O governo da Guiné-Bissau e o Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, financiaram a capacitação pela iniciativa H4+Sida.

Entrega de Diplomas

A capacitação de sete meses foi concebida para reforçar as capacidades das parteiras para prestarem cuidados de melhor qualidade as mulheres grávidas e ajudar na formação de futuras parteiras do país.  A meta é reduzir os índices da mortalidade materna e infantil.

As novas tutoras em obstetrícia receberam os diplomas esta segunda-feira no Instituto Nacional de Saúde. A partir de agora, o grupo pode acompanhar o treino de parteiras na Escola Nacional de Saúde da Guiné-Bissau.

Missão

Ao falar na cerimónia, a representante do Unfpa no país, Kourtoum Nacro, qualificou de nobre a missão das parteiras graduadas.

“A vossa responsabilidade é enorme, pois poderão marcar positivamente o percurso profissional de futuras parteiras. A vossa missão é das mais nobres, porque poderão salvar muitas vidas, de mulheres e novos filhos da Guiné-Bissau, e também tornar este curso sustentável”.

A expectativa dos promotores é que a iniciativa tenha efeito multiplicador, daí que Kourtoum Nacro lança um apelo as tutoras no sentido de transmitirem os conhecimentos adquiridos à nova geração.

Em representação das recém-formadas falou Maria Antonieta Barbosa.

A graduada exortou ao profissionalismo traduzido em boas práticas, associada a um espírito de missão e uma consciência de ajuda em que "cada gesto e decisão tomadas tenham um impacto benéfico à vida dos pacientes”.

Profissionalismo

“Cada uma de nós deve orgulhar-se de si mesma, das conquistas, das lágrimas e tudo isso nos faz vencedoras porque apesar das reviravoltas da vida nunca desistimos e jamais iremos desistir. Espero vos num futuro próximo grandes profissionais, mas até lá construamos a nossa trajetória juntas”.

O curso começou com 50 parteiras com o curso geral com mais de 40 anos de idade, oriundas das 11 regiões sanitárias do país para esta formação.

A coordenação foi feita pela portuguesa Deolinda Major, especialista em ginecologia e obstetrícia que também é voluntária das Nações Unidas.

 

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