ONU pede mais ambição global com entrada em vigor do Acordo de Paris
BR

3 novembro 2016

Chefe do escritório de Direitos Humanos disse que a mudança climática representa uma ameaça a todos e às futuras gerações; presidente do Banco Mundial afirmou que este 4 de novembro “é um momento decisivo na história”.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, afirmou que “a entrada em vigor do Acordo de Paris, neste 4 de novembro, deve impulsionar os países a serem mais ambiciosos nas metas para combater o aquecimento global”.

Zeid disse que “há um ano o mundo celebrava a aprovação do primeiro acordo universal para mitigar a mudança climática”.

Metas e Promessas

Apesar disso, ele alertou que “há uma falta de conexão entre as metas do documento para limitar o aquecimento global a menos 2ºC e as promessas feitas pelos países”.

Segundo Zeid, “a mudança climática representa uma ameaça a todos e às futuras gerações”.

O chefe de Direitos Humanos da ONU declarou que se a temperatura do mundo continuar subindo, o planeta poderá se transformar “numa espécie de túmulo” para ecossistemas e povos inteiros e até mesmo para países inteiros.

Zeid afirmou que os últimos três anos foram os mais quentes da história e isso mostra que “é imperativo ter como foco a implementação do acordo e garantir o cumprimento das promessas feitas pelos países”.

Momento Decisivo

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, classificou o início do  Acordo de Paris, nesta sexta-feira, como “um momento decisivo na história”.

Segundo ele, pela primeira vez um acordo global entra em vigor para reduzir o aquecimento do planeta.

Yong Kim explicou que pelos próximos 15 anos os investimentos em infraestrutura no mundo devem passar de US$ 90 trilhões. A maioria desse investimento será feita em países em desenvolvimento.

O chefe do Banco Mundial disse que os países podem usar agora o Acordo de Paris para criar políticas climáticas inteligentes para atrair investimentos.

Jim Yong Kim afirmou que sem uma ação climática de larga escala, mais de 100 milhões de pessoas podem voltar a viver na extrema pobreza em 2030.

 

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