Acesso e segurança fundamentais para transporte sustentável
BR

28 outubro 2016

Primeiro relatório do painel de alto nível sobre a questão foi lançado nesta sexta-feira; um dos integrantes do grupo, José Viegas, disse à Rádio ONU ser preciso garantir acesso das pessoas aos locais de trabalho, serviços públicos, interação social e mercados de forma seja segura, limpa, economicamente abordável e equitativa.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

“O transporte sustentável é um promotor indispensável” para próxima agenda de desenvolvimento, concluiu um grupo de trabalho de alto nível sobre a questão.

A Rádio ONU conversou com José Viegas, um dos integrantes do painel de alto nível que lançou seu primeiro relatório nesta sexta-feira.

Acesso

“Sem transporte não tem acesso e precisamos garantir o acesso das pessoas aos locais de trabalho, aos serviços públicos, à interação social, aos mercados, de uma forma que seja segura, limpa, economicamente abordável e equitativa. Se conseguirmos satisfazer essa agenda bastante ambiciosa, teremos o transporte a cumprir o seu papel fundamental nas condições de base.”

Ele afirmou que os déficits encontrados nas diferentes regiões do mundo não são os mesmos de acordo com a renda do país. Viegas afirmou que, mesmo no Brasil, há condições muito diferentes, por exemplo, “em São Paulo ou no Nordeste ou no Norte”.

Segurança

José Viegas declarou ainda que a segurança “é uma questão absolutamente central no relatório”.

“A componente que é mais universal é a da segurança rodoviária, continuamos a ter muita gente a morrer e a ficar muito ferida em acidentes de transporte rodoviário em todo o mundo. Esta é uma questão absolutamente central no relatório. Depois temos questões que tem a ver com a equidade no acesso. Há demasiadas cidades em todo o mundo onde quem não tem carro tem grandes dificuldades em chegar ao trabalho. Um dos dados que nos foi trazido durante a preparação do relatório foi que nos Estados Unidos um terço dos desempregados não tem emprego porque não conseguem chegar ao emprego, porque não há condições de transporte público que os permitam chegar lá.”

Recomendações

Viegas afirmou ainda que há outros locais onde há transporte público mas o “tempo de espera, a densidade a bordo ou o custo” não permitem que as pessoas o utilizem.

“Temos outros casos onde o problema maior é a contaminação, as emissões poluentes. Então, cada um dos sítios tem os seus problemas e nós não tentamos fazer um mapa mundi a dizer aqui o problema maior é esse, o problema maior é aquele, cada um dos leitores, esperamos nós, vai ser capaz de encontrar e selecionar dentro desse cardápio que aqui está quais são os apectos que para eles são mais relevantes e aí temos algumas recomendações específicas em todos eles”.

Segundo José Viegas, o relatório tenta sobretudo fazer uma abordagem que seja “entendível por todos e agradável de ler” e que cada leitor, seja “ministro, prefeito, decisor da empresa ou simples cidadão” possa encontrar referência que abordem suas questões.

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