Alto comissário da ONU denuncia centenas de assassinatos do Isil em Mossul
BR

28 outubro 2016

Em comunicado, Zeid Al Hussein manifestou preocupação com ações do grupo terrorista islâmico que forçaram dezenas de milhares a fugir de suas casas; há relatos de que civis estão ameaçando com vingança no estilo “olho por olho” a quem aderir ao Isil.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

O alto comissário de direitos humanos da ONU emitiu um comunicado denunciando a execução de centenas de pessoas na cidade de Mossul, a segunda maior do Iraque.

A área está sendo alvo de uma ofensiva do Exército iraquiano e de aliados desde 17 de outubro para derrotar o controle do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Forças de segurança

Segundo o alto comissário Zeid Al Hussein, dezenas de milhares de iraquianos estão sendo obrigados a deixar suas casas pelo Isil. Aqueles que se recusam estão sendo assassinados à queima roupa. Na quarta-feira, 232 moradores de Mossul e arredores teriam sido mortos nestas condições. A maioria seria de ex-membros das forças de segurança iraquianas.

A violência está sendo direcionada também a milhares de famílias, que foram sequestradas em vários distritos de Mossul. Os que tentam escapar morrem e outras pessoas são transferidas à força para outras áreas controladas pelo Isil como o local de Hamam al-Ali, que agora tem 60 mil moradores, quase três vezes mais que antes.

Zeid Al Hussein diz que o grupo é covarde e está usando mulheres, homens e crianças como escudos humanos. Ele lembrou que esta é uma ação proíbida pela lei humanitária internacional.

Rede de TV

O alto comissário informou que numa das execuções, o Isil separou os homens de suas famílias. Mais de 40 civis que se recusaram a seguir os terroristas foram mortos com tiros na cabeça.

Uma outra preocupação do alto comissário é com relatos de que alguns indivíduos de áreas de Mossul teriam prometido, em rede de TV, vingança no estilo “olho por olho” contra os que aderirem ao Isil.

Zeid elogiou o conselho de alguns líderes tribais da cidade de Ninewa de que os autores de crimes e combatentes do Isil sejam capturados e levados à justiça.

Para o alto comissário, os líderes comunitários e políticos em Mossul têm que se preparar para a etapa depois do que ele chamou de “derrota do Isil” para assegurar a proteção de todos os iraquianos sem discriminação e ódios sectários.

 

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