100 mil pessoas sitiadas na cidade de Yei, no Sudão do Sul

30 setembro 2016

Acnur fala em operações militares numa área do país que era pacífica; cidade passa por crise humanitária e agência está preocupada com a segurança dos civis; testemunhas relatam cenas terríveis de violência.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, está em alerta devido à segurança e à situação humanitária no Sudão do Sul. Na cidade de Yei, 100 mil pessoas estão sob cerco com o surgimento de conflitos.

Segundo o Acnur, ataques diretos e mortais contra civis levaram 30 mil pessoas a buscar abrigo em Yei, no sul do país. Em Genebra, o porta-voz da agência, William Spindler, falou sobre as condições da província.

Terror

O porta-voz disse que “homens e mulheres aterrorizados relataram uma violência terrível antes e durante a sua fuga”. Os civis foram vítimas de assassinatos, de mutilação e de saques e propriedades foram incendiadas. Diversos civis sofreram até a morte, incluindo mulheres e crianças.

Yei fica a 150 km da capital sul-sudanesa, Juba. Os que estão na cidade necessitam de ajuda, tanto quanto os desalojados pelo conflito interno que já dura três anos.

Alta nos Preços

Yei era uma área relativamente pacífica, mas agora os civis não têm condições de sair da cidade e enfrentam uma onda de violência cada vez maior. O Acnur denuncia que “pessoas inocentes estão a ser mortas como animais”.

A população necessita de comida, de medicamentos e de itens básicos. As crianças precisam ter condições de voltar para a escola. Os preços dos alimentos no Sudão do Sul  dispararam e os hospitais funcionam com capacidade reduzida.

A piora da segurança no Sudão do Sul forçou mais de 200 mil pessoas a abandonar suas casas desde 8 de julho, levando o número de refugiados sul-sudaneses em países vizinhos a ultrapassar 1 milhão.

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