“Não sentimos o problema de drogas na Guiné-Bissau”, diz presidente

23 setembro 2016

José Mário Vaz  convida a que “tenha opinião contrária a apresentar provas”;  líder guineense fala de contactos com ONU, EUA e Portugal para reforçar segurança; segundo presidente, foi feito um “trabalho forte” para “colocar o problema” como marca de seu país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente da Guiné-Bissau afirmou que o problema do comércio de substâncias ilícitas não é atualmente sentido pelos cidadãos do seu país.

Jorge Mário Vaz disse à Rádio ONU, em Nova Iorque, que o território guineense não deve ser associado ao tipo de negócio.

Problema

“Infelizmente é uma tristeza, porque alguém fez um trabalho forte neste sentido de pegar na Guiné-Bissau e colocar atrás dela o problema do tráfico da droga até ao ponto de chamar o país um Estado de narcotráfico. Isso não é verdade. Desde que eu cheguei ao poder na Guiné-Bissau, nós dissemos que não queremos ver droga a circular na nossa terra.”

A questão do narcotráfico no país já mereceu a atenção do Conselho de Segurança, que recomendou o reforço do combate ao tráfico para conter de forma efetiva o flagelo.

Necessidade

O líder guineense disse que dentro do país já abordou essa necessidade com vários setores.

“Falamos com a nossa sociedade desde militares, paramilitares e a sociedade civil. Para falar a verdade, nós não sentimos este problema na nossa terra. É difícil estar a dizer que não, mas a única forma de as pessoas confirmarem que a Guiné-Bissau não é um Estado de narcotráfico é visitarem a Guiné-Bissau. Se alguém diz que não, que apresente provas. Isto, de facto, não é bom para um país.”

Segurança

Para Vaz, a união de  esforços com outros países vai permitir reforçar a segurança nacional e combater problemas incluindo o da droga.

“Nossa maior preocupação é ter o controlo da nossa zona económica exclusiva. Pedimos hoje às Nações Unidas, pedimos aos Estados Unidos de América e pedimos a Portugal e muitos dos outros parceiros o apoio, no sentido de apoiarem o problema da zona económica exclusiva porque, a partir daí, nós vamos ter o maior controlo desta situação -  que as pessoas dizem que a Guiné-Bissau é isto quando a Guiné-Bissau não tem nada a ver com isso.”

Há cinco anos, o governo tem um plano para combater a prática com o crime organizado.

 

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