Portugal aposta em mais engajamento do Brasil após reunião da Cplp

21 setembro 2016

Em entrevista à Rádio ONU, presidente de Portugal afirma que bloco lusófono é “instrumento político importante para a diplomacia brasileira”; nação sul-americana assume presidência rotativa da Cplp em 31 de outubro.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

A oportunidade de presidir, de forma rotativa, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, poderá dar ao Brasil a possibilidade de ajudar a promover uma mudança estratégica no bloco.

Em entrevista à Rádio ONU, o presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o Encontro de Cúpula da Cplp, marcado para 31 de outubro em Brasília, será o momento para um novo “arranque”.

Prioridades

Rebelo de Sousa contou que a Comunidade terá de passar a uma nova etapa de foco comercial após se concentrar em outras prioridades advindas de sua criação, em 1996. A sede da Cplp fica em Lisboa, Portugal.

“Porque a presidência brasileira significa o Brasil olhar para a Cplp porventura com ainda maior interesse do que olhou no passado, porque é um instrumento político importante para a diplomacia brasileira, para o Brasil, para além da solidariedade.”

Para o presidente português, depois de 20 anos, a Cplp vive um momento diferente daquele da década de 1990, pouco mais de 15 anos da independência dos países africanos lusófonos. Mas, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o mundo mudou e hoje, países que não falam o português querem pertencer à Cplp por causa da influência político-econômica do bloco.

Comunidades regionais

“E por que que vale a pena a Cplp? Porque a Cplp está presente em todos os continentes. A Cplp representa sensibilidades muito diversas. Cada um dos países da Cplp, e vários dentre eles, têm uma palavra a dizer em comunidades regionais, organizações regionais, nesses continentes. Não há muitas comunidades assim. Por que são de uma operacionalidade pelo número de membros que não têm comparação.”

O presidente de Portugal afirmou que uma Cplp forte é muito importante para todos os membros da Comunidade. Segundo ele, todos os países têm a ganhar em promover mais comércio e a língua portuguesa no mundo como parte dos trabalhos de cooperação da Cplp.

 

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