Comité preocupado com estigma contra adolescentes na Serra Leoa

16 setembro 2016

Especialistas da ONU em direitos da criança pedem que raparigas grávidas ou vítimas de estupro não sejam consideradas “uma vergonha” para suas famílias; governo elogiado por compromissos neste campo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Comité das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança fez uma revisão do relatório preparado pelo governo da Serra Leoa. Ao apresentar o documento, em Genebra, a ministra do Bem-Estar Social e Assuntos da Criança, Sylvia Olayinka Blyiden, garantiu que é prioridade do governo defender os direitos dos menores de idade do país.

Segundo a ministra, o presidente Ernest Koroma a escolheu para o cargo devido à sua “dedicação e ativismo contra a mutilação genital feminina”. A representante do governo afirmou que as crianças da Serra Leoa têm uma voz “nas decisões nacionais”.

Vergonha

Por sua vez, o Comité da ONU elogiou o compromisso do país em promover e proteger os direitos das crianças. Mas, ao mesmo tempo, os especialistas afirmaram ter “sérias preocupações” sobre a prática da mutilação genital feminina, violência de género e acesso desigual à educação.

Vários integrantes do comité falaram sobre a preocupação com as raparigas grávidas, a incluir vítimas de estupro. Segundo eles, essas jovens “são consideradas uma vergonha para a sociedade e para as suas famílias”.

Direitos

Os especialistas explicaram ser importante que o governo da Serra Leoa reconheça que essas raparigas não são motivo de vergonha e que “têm o direito de frequentar a escola durante a gravidez”.

O comité avalia também que o país precisa de um sistema de coleta de dados mais eficiente, assim como fornecer cuidados apropriados para as crianças com algum tipo de deficiência.

 

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