“Princípios democráticos percorrem Agenda 2030 como fio dourado”
BR

15 setembro 2016

Mensagem do secretário-geral da ONU marca o Dia Internacional da Democracia; Ban destacou o ODS 16, que pede sociedades inclusivas e instituições que prestem contas; já especialista da ONU afirmou que democracia é “mais que votação periódica”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Princípios democráticos percorrem a Agenda 2030 como um “fio dourado, do acesso universal a bens públicos, cuidados de saúde e educação, assim como lugares seguros para viver e oportunidades de trabalho decente para todos”.

A mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, marca o Dia Internacional da Democracia, celebrado nesta quinta-feira, 15 de setembro.

Sociedades Inclusivas

Ban ressaltou que entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, o 16 aborda a democracia diretamente: ele pede sociedades inclusivas e instituições que prestem contas.

Destacando a adoção da Agenda no passado, ele afirmou que os Objetivos demonstram uma “importante dinâmica”.

Segundo o chefe da ONU, uma “governança democrática eficaz melhora a qualidade de vida para todas as pessoas; o desenvolvimento humano tem maior probabilidade de se concretizar se as pessoas tiverem voz sobre sua própria governança e uma chance de partilhar dos frutos do progresso”.

Liberdade

Ban disse ainda que a implementação dos ODSs deve ser apoiada por uma “sociedade civil forte e ativa que inclua os fracos e marginalizados” e afirmou que é preciso defender sua liberdade para realizar esse “trabalho fundamental”.

Nesse Dia Internacional, o secretário-geral da ONU pediu que todos se dediquem mais uma vez à democracia e à dignidade para todos.

Votos

Já o especialista independente das Nações Unidas para a promoção de uma ordem internacional e justa, Alfred de Zayas, pediu que os governos “respondam à população e não a lobistas”.

Para a Zayas, a democracia dever ser “vivida e praticada todos os dias” e “envolve mais que votação periódica”.

Em mensagem sobre a data mundial, o especialista afirmou ainda que “a democracia é uma correlação genuína entre a vontade do povo e legislação e as políticas que os afetam, sejam nacionais ou internacionais”.

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