América Latina cruza momento difícil, mas que pode levar a oportunidades
BR

9 setembro 2016

Secretária-executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Alicia Bárcena, diz que região tem chance de mudar a trajetória de desenvolvimento vigente, e avisou que o desenvolvimento passa pelo combate à desigualdade.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

A Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal, acredita que a região está atravessando um momento decisivo de sua história.

Durante uma conferência nos Estados Unidos, a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, afirmou que este é também um momento de oportunidade para realizar uma mudança estrutural progressiva.

Investimentos

Para a Cepal, a medida pode promover um crescimento mais inclusivo, com padrões de investimentos e consumo mais sustentáveis. A declaração foi feita durante a XX Conferência Anual do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, em Washington.

Segundo Bárcena, as macroeconomias latino-americanas precisam ampliar suas ferramentas de políticas fiscais para incluir maior atenção à evasão e elusão. Um desafio que representa 6,7% do Produto Interno Bruto, PIB, regional.

A agência acredita que o mundo requer um grande impulso com maiores estímulos financeiros e monetários para reativar suas economias.

Tecnologia

Um outro aspecto que pode ajudar ao desenvolvimento latino-americano e caribenho é, segundo a Cepal, a convergência tecnológica para reativar a produção. Bárcena afirma que a região participa da tecnologia de consumo, mas não da produção.

Segundo ela, a região tem que criar um mercado digital regional para subir a 4G, além de tentar parcerias, novos pactos sociais e mudar a interação que tem com o setor privado.

A chefe da Cepal abordou ainda o desafio da desigualdade social na América Latina e da concentração da riqueza em mãos de poucas pessoas. Ela lembrou que alguns passos estão sendo dados e citou que 15 países promoveram reformas fiscais neste sentido.

Pobreza

A líder da Cepal finalizou sua intervenção em Washington destacando a estagnação no combate à pobreza na América Latina e no Caribe, que concentram 28% de sua população nestas condições.

Alicia Bárcena lembrou que todas as nações latino-americanas se comprometeram em erradicar a pobreza até 2030, mas é preciso levar em conta que para crescer é preciso promover igualdade e vice-versa.

De acordo com a Cepal, é importante ainda alcançar maior igualdade de gênero. Se as mulheres tivessem autonomía econômica e ganhassem o mesmo que os homens, a pobreza baixaria entre 1 e 10 pontos.

 

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