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Depois de dois anos de cerco, iraquianos recebem assistência alimentar

Depois de dois anos de cerco, iraquianos recebem assistência alimentar

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Programa Mundial de Alimentos consegue entregar comida a mais de 30 mil pessoas em Qayarah, área que estava inacessível; ONU teme aumento dramático dos deslocamentos no país.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Uma agência das Nações Unidas conseguiu entregar comida para mais de 30 mil iraquianos em Qayarah, cidade que está sob cerco e estava inacessível há mais de dois anos.

Ao fazer o balanço da iniciativa, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, destacou que a população local está sofrendo com fome extrema e fraco acesso a mantimentos.

Destruição

Na semana passada, o PMA e parceiros humanitários conseguiram chegar na cidade, que fica a 60 km de Mossul, e notaram que toda a população precisava de alimentos e de outros itens de assistência com urgência.

As lojas e supermercados estavam destruídos ou fechados e os estoques de comida eram extremamente baixos. As pessoas conseguiram sobreviver à base de trigo.

A população também não tem acesso à água potável, à eletricidade e a serviços médicos. As equipes do PMA conseguiram entregar kits com tâmaras, feijão, arroz, lentilha, farinha de trigo, óleo e comida enlatada. As porções serão suficientes para um mês.

Desalojados

Para continuar fornecendo alimentos às famílias na região de Mossul, a segunda maior do país, o PMA precisa receber US$ 106 milhões até o fim do ano.

Ao mesmo tempo, a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, alerta sobre a possibilidade “dos deslocamentos aumentarem de forma dramática no país”. Isso devido à tentativa militar de recuperar a cidade de Mossul das forças do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

O Acnur já está se preparando para aumentar suas operações e montar mais acampamentos para desalojados. O conflito no Iraque já fez com que 3 milhões de civis abandonassem suas casas desde junho de 2014.

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PMA distribui alimentos para mais de 30 mil iraquianos em Qayarah. Foto: Organização do Empoderamento das Mulheres (WEO)