“Vamos trabalhar juntos pela paz”, diz Ban em visita a Mianmar
BR

31 agosto 2016

Secretário-geral da ONU participou da abertura da chamada conferência da paz; segundo ele, ocasião é “histórica” para “maior democratização do país”; Ban parabenizou todos os lados pela determinação demonstrada “em apoio à reconciliação nacional”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está em Mianmar onde participou da abertura da chamada “conferência da paz”. Para ele, “essa é uma ocasião histórica para uma maior democratização do país”.

O chefe da ONU ressaltou que a conferência está “reunindo diferentes grupos étnicos de Mianmar em um compromisso conjunto de uma união federal baseada em igualdade, democracia e autodeterminação”.

Reconciliação Nacional

Ban parabenizou todos os lados pela “paciência, resistência, determinação e espírito de compromisso demonstrado em apoio à reconciliação nacional”.

Segundo o secretário-geral, há uma “longa estrada pela frente, mas o caminho é muito promissor”. Mianmar, antiga Burma, no sudeste da Ásia, está atravessando um processo de democratização desde um golpe militar em 1990, que impediu que o partido vencedor nas urnas, da líder da oposição Aung San Suu Kyi, assumisse o poder.

O chefe da ONU afirmou que a conferência marca uma “transição histórica” desde que o ex-presidente U Thein Sein “abriu as portas para reformas democráticas, há seis anos”.

Aspirações Genuínas

Para ele, “Mianmar mostrou o que é possível quando líderes ouvem as aspirações, preocupações e sonhos genuínos sobre aonde o país deve prosseguir”.

Ban ressaltou que a ONU sido uma “firme parceira” no apoio às reformas no país, particularmente no processo de reconciliação nacional.

O secretário-geral afirmou que a organização continuará suas ações para aliviar diferenças e tensões, além de apoiar um melhor entendimento e diálogo em conformidade com os objetivos e valores da Carta das Nações Unidas.

Paz

“Vamos trabalhar juntos pela paz”, concluiu o chefe da ONU.

Ban ressaltou que a “longa guerra civil” custou diversas vidas e roubou sucessivas gerações de sua dignidade, tranquilidade e normalidade. Segundo ele, “está claro agora que não pode haver solução militar” para as diferenças no país.

O secretário-geral citou o acordo nacional de cessar-fogo negociado no ano passado, que considerou de importância “crucial”. Segundo Ban, o novo governo tomou medidas para torná-lo mais inclusivo e a chamada conferência da paz seria o resultado dessas ações.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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