ONU alerta para impacto dos conflitos sobre civis no Iêmen
BR

29 agosto 2016

Coordenador humanitário cita ataque a mercado em Baqin, no estado de Saada que deixou sete mortos e um ferido na fronteira do país com a Arábia Saudita; infraestruturas civis continuam sendo atacadas na região.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador humanitário da ONU para o Iêmen, Jamie McGoldrick, afirmou que está “profundamente preocupado com o impacto da retomada das lutas sobre a população civil” perto da fronteira com a Arábia Saudita.

McGoldrick disse que sete pessoas morreram e uma ficou ferida durante um ataque a um mercado em Baqin, no Iêmen. Ele cita a imprensa saudita dizendo que ataques vindos do território iemenita causaram um número não confirmado de vítimas na Arábia Saudita.

Aeroporto

As infraestruturas civis continuam sendo atingidas nos dois lados da fronteira, especialmente usinas de energia elétrica.

No Iêmen, além dos confrontos e da insegurança no país, o fechamento do aeroporto de Sanaa para voos comerciais está gerando sérias complicações para doentes que buscam tratamento médico de emergência no exterior.

O sistema nacional de saúde iemenita não tem condições de tratar todos os casos, em particular de doenças crônicas ou potencialmente fatais, como o câncer.

O coordenador humanitário pediu às autoridades que reabram imediatamente o aeroporto e retomem os voos comerciais para aliviar o sofrimento da população civil.

Solução Política

McGoldrick reafirmou o pedido feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a todos os lados envolvidos no conflito para que protejam a população civil e a infraestrutura do país.

Ele disse que “a solução política é a única opção viável para alcançar a segurança que os iemenitas precisam”.

Ainda nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou a entrega de 12 toneladas de remédios e suprimentos médicos em Taiz.

O material inclui kits de emergência, bolsas para transfusão de sangue, remédios para combater diarreia, queimaduras e equipamentos para reanimação natal.

O carregamento vai ser distribuído por vários hospitais da região. A OMS voltou a pedir às partes do conflito que assegurem a entrega de suprimentos médicos e o movimento incondicional e livre dos trabalhadores de saúde por toda a cidade.

 

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