Factos sobre a violência no Sudão do Sul devem ser conhecidos em um mês

23 agosto 2016

ONU destaca equipa especial para apurar resposta da operação de paz aos incidentes ocorridos em julho; investigação deve incluir atos de violência sexual ocorridos dentro ou nas imediações de locais que acolhem civis.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas anunciaram que o general holandês Patrick Cammaert vai liderar a equipa que estará à frente de uma investigação especial independente sobre a violência que ocorreu em julho em Juba, no Sudão do Sul.

O processo também deve apurar a resposta da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, destacou uma nota lida esta terça-feira pelo porta-voz do secretário-geral.

Violência Sexual

Stephane Dujarric disse que a investigação vai analisar os relatos de incidentes como ataques a civis e casos de violência sexual ocorridos dentro ou nas imediações da Casa de Proteção da ONU de Civis na capital sul-sudanesa.

O grupo também deve examinar as ações da operação de paz  “se a missão respondeu de forma adequada para evitar incidentes e proteger civis com os recursos e as capacidades que tem neste momento.

Ataque

A investigação deve analisar ainda as “circunstâncias em torno do ataque ao Terrain Hotel e avaliar a resposta” que foi dada pela missão de paz.

O grupo prevê visitar Juba para entrevistar vários interlocutores. As Nações Unidas sublinharam que um relatório final sobre a investigação será apresentado ao secretário-geral em um mês e os resultados serão tornados públicos.

O chefe da equipa liderou o grupo que investigou um ataque a um local de proteção de civis na área sul-sudanesa de Malakal em fevereiro. Na ONU, Patrick Cammaert comandou as forças na Eritreia e trabalhou no Departamento de Operações e Paz e na República Democrática do Congo.

 

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