Para OIM, crise econômica no Brasil está afastando migrantes
BR

9 agosto 2016

Agência parceira da ONU afirmou que país é um dos principais destinos de haitianos; organização declarou que o fluxo de migração tende a reverter quando a economia está em queda.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, afirmou que a crise econômica no Brasil está afastando os migrantes.

Segundo o relatório da OIM, o fluxo de migração tende a reverter quando a economia está em recessão, como é o caso do país neste momento. O Brasil é um dos principais destinos de haitianos junto com o Equador na América do Sul.

Situação

Em Genebra, o porta-voz da OIM, Joel Millman, disse que a agência está monitorando a situação dos migrantes na América Central. Ele citou relatos de que centenas de migrantes africanos estão passando pela região. Millman lembrou ainda que muitos dos migrantes vêm do Haiti.

Na semana passada, na Nicarágua, 10 corpos encontrados no país foram identificados como haitianos. Além disso, duas vítimas que estavam no mesmo grupo de contrabandistas conseguiram regressar à Costa Rica com ferimentos a bala.

A OIM informou que foram registradas mais de 300 mortes ao longo da rota de migração na América Central até agora neste ano, transformando a área numa das mais letais do mundo.

Os especialistas calculam que esse número deve aumentar até o final do verão no hemisfério norte, o que corresponde até o final do inverno no Hemisfério Sul.

Afeganistão e Iraque

A agência registrou também um aumento do número de migrantes em situação irregular na Costa Rica. Entre 21 de abril e 3 de agosto, mais de 5,6 mil pessoas nessa situação chegaram ao país.

Entre 100 e 150 pessoas chegam diariamente à Costa Rica, a maioria é de haitianos que dizem ser africanos.

Apesar disso, entre os que chegam ao país estão pessoas também da África, do Oriente Médio e da Ásia, como por exemplo do Congo, do Senegal, de Gana, da Costa do Marfim, da Somália, do Iraque e do Afeganistão.

Muitos deles estão pagando até mil dólares pelos serviços de contrabandistas, conhecidos como coiotes, para serem levados a outros países.

 

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