Ban fala de “narrativa desconhecida” sobre estabilidade em África

28 julho 2016

Secretário-geral cita crescimento, melhores padrões de vida e espaço para democracia no continente; em debate no Conselho de Segurança, representante destacou que a paz em África é prioridade; ministro angolano discursou no evento.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas declarou esta quinta-feira que a instabilidade não representa toda a história de África.

Num debate realizado no Conselho de Segurança, Ban Ki-moon falou de “outra narrativa, muitas vezes não contada” que envolve economias em crescimento, melhores padrões de vida e um maior espaço democrático. O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, discursou no evento.

Sementes da Paz

Ban declarou que a responsabilidade dos países do mundo é nutrir essas sementes de paz e de prosperidade. Para tal, as sugestões incluem estimular instituições inclusivas, transparentes, eficazes, responsáveis e ajudar as nações do continente a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para o chefe da ONU, com instituições fracas, os países não podem prosperar. A sessão abordou a consolidação da paz em África.

Violência

O representante destacou que a paz em África é uma grande prioridade. Mas destacou o Sudão do Sul como um país que “continua à beira de um abismo”.

Ban destacou que foram desperdiçadas promessas de um novo Estado pela paz, justiça e oportunidades. Ele expressou “choque” com a magnitude da violência sexual que foi documentada por equipas de direitos humanos da ONU.

O pronunciamento mencionou a continuação da instabilidade em países com destaque para a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, a Líbia e o Mali que considerou “grande preocupação para todos.”

Lições Aprendidas

Ban disse haver lições aprendidas no continente. A primeira é que não há um modelo único da mesma solução para todos. Para ele, na base do reforço de instituições devem estar contextos históricos, políticos, sociais, culturais e económicos nacionais.

Ban declarou que o reforço das instituições precisa ser enraizado num acordo político onde são essenciais a apropriação e a liderança nacionais.

Reconstrução

Em terceiro lugar, o chefe da ONU defendeu que a criação de instituições é um processo de longo prazo, que por vezes pode levar décadas, e deve ser permitido que cada país se desenvolva de forma gradual.

Ban destacou o empenho de missões das Nações Unidas e agências humanitárias e de desenvolvimento em trabalhar juntas para apoiar a reconstrução e o reforço de instituições africanas.

Um dos exemplos é o da Somália, onde as Nações Unidas e o Banco Mundial apoiam o governo no âmbito do chamado New Deal Compact. O objetivo é restaurar as estruturas centrais do governo.

 

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