Em Durban, chefe da ONU destaca início da era de resposta acelerada ao HIV

18 julho 2016

Discurso do secretário-geral abriu Conferência Internacional sobre a Sida  na cidade sul-africana; Ban destacou que número de pessoas tratadas com terapia antirretroviral aumentou 17 vezes desde 2000.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário das Nações Unidas ressaltou que, atualmente, 20 milhões de pessoas não têm acesso ao tratamento do vírus HIV e outros 13 milhões ainda não recebem o cuidado que merecem.

Ban Ki-moon falava esta segunda-feira na abertura da 21ª Conferência Internacional sobre a Sida em Durban, na África do Sul. A organização calcula que 36,7 milhões de pessoas vivem com o vírus em todo o mundo.

União

Num painel de Alto Nível sobre Acesso ao Tratamento, Ban disse que mundo tem provado que quando há união podem ser transformadas vidas.

O respresentante destacou que os ganhos não são adequados e são frágeis. Como lembrou, mais da metade das pessoas que vivem com o HIV ainda não têm acesso ao tratamento. Muitas delas não podem pagar remédios da nova geração de tratamentos para a sida, a hepatite C e outras doenças não transmissíveis como o cancro.  

Serviços

O chefe da ONU lembrou que alguns países não têm bebés nascidos com o vírus mas muitas crianças seropositivas “ainda não recebem tratamento”. O seu apelo é que o evento Durban 2016 marque o compromisso de uma nova “era de uma resposta acelerada ao vírus.”

Ban destacou que para chegar ao fim da epidemia é preciso cobrir lacunas que impedem o acesso das pessoas aos serviços e à vida com dignidade com a "expansão de recursos, da ciência e dos serviços."

O evento teve início no Dia Internacional Nelson Mandela. Ao abrir o seu discurso, o secretário-geral disse que o antigo líder sul-africano discursou na conferência internacional sobre o tema realizada na mesma cidade há 16 anos.

Progresso 

O chefe da ONU destacou marcos importantes desse momento que chamou de um "ponto de viragem que levou à notável progresso global": a “gigantesca coragem” que marcou a causa, o apoio de Mandela aos afetados pelo HIV e porque o antigo líder sul-africano associou o acesso ao tratamento, à equidade e aos direitos humanos.

Ban disse que para cada pessoa que recebia tratamento essencial naquela época houve um aumento de 17 vezes no número de pessoas tratadas.

Direitos

O pedido do chefe da ONU é que haja mais proteção e promoção dos direitos das pessoas que vivem com o vírus, dos grupos sexuais minoritários, dos usuários de drogas injetáveis e dos prisioneiros.

Com esse esforço, Ban disse que pode-se acabar o estigma e a discriminação, prevenir o alastramento do HIV e salvar vidas. O secretário-geral destacou que esta será a sua última Conferência Internacional sobre a Sida como cargo.

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