Enviado da Síria diz que negociações dependem de Estados Unidos e Rússia
BR

14 julho 2016

Staffan de Mistura afirma que esperança de retomada do diálogo está com os dois países que dirigem Grupo de Apoio; segundo ele, preparações para a próxima rodada estão sendo feitas desde a última tentativa de paz em abril, realizada em Genebra.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou que novas conversações sobre o processo de paz no país árabe dependem dos Estados Unidos e da Rússia.

Em declarações nesta quinta-feira, em Genebra, de Mistura disse que o que ele quer evitar é uma espécie de Genebra 2, ao se referir à rodada de conversações realizada em abril e que teminou em impasse.

Tentativa

Ele lembrou, no entanto, que as preparações para a retomada das reuniões estão sendo feitas desde o término da última tentativa.

Mas de acordo com o enviado especial, a escalada de confrontos na Síria e os problemas de acesso para ajuda humanitária indicam que o momento não é apropriado para a retomada.

Staffan de Mistura lembrou que os Estados Unidos e a Rússia dirigem o Grupo Internacional de Apoio à Síria, Issg.

Os dois países também devem concordar sobre a forma de responder a extremistas do movimento islâmico Al Nusra. Segundo o enviado especial, qualquer ambiguidade deve ser clarificada.

Combates

O coordenador da força-tarefa humanitária, Jan Egeland, voltou a pedir o acesso às cidades de Madaya, Foah, Zabadani e Kefraya. Ele ressaltou que Madaya está muito perto de uma situação de fome severa. Os pesados combates dos últimos dias têm impedido a passagem de socorro a locais como Duma, perto da capital, Damasco.

Cerca de 200 mil pessoas que vivem em Alepo estão agora sob risco de um cerco. Já na fronteira com a Jordânia, existem 90 mil sírios que não podem sair. Egeland disse que apesar de a ONU e organizações parceiras terem obtido permissão para passar, ainda há alguns desencontros sobre o número exato de pessoas que precisam de ajuda.

*Com reportagem de Daniel Johnson, da Rádio ONU em Genebra.

 

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