Moçambique: Unicef apela a proteção a pessoas com albinismo

13 junho 2016

O representante da agência, Marco Luigi Corsi, afirma que a falta de estatísticas não facilita a implementação de ações concretas a favor de pessoas com albinismo.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Uma exposição fotográfica e uma série de debates sobre os direitos da pessoa albina marca a semana da Consciencialização do Albinismo. O Dia Mundial de Consciencialização do Albinismo foi proclamado pela ONU com vista a divulgar informação sobre a condição e evitar a discriminação aos albinos. Muitos deles são vítimas de perseguição.

A Rádio ONU em Maputo ouviu Lourenço Timba, Presidente da Associação Defendendo os Nossos Direitos, Adods. Ele cita os principais desafios que as pessoas com albinismo enfrentam.

Desafios

“O principal problema é esta questão dos raptos que se vem verificando nesta altura. Esta pessoa albina, em muitos momentos, vai sofrendo alguma discriminação. Há que lutarmos pela igualdade, equidade acima de tudo e também a falta de oportunidade. Se olharmos para questões de concursos públicos, a quem se queixa de não observância de um tratamento igualitário. É preciso combatermos isso, é preciso levarmos isso para os órgãos de direito, de tomada de decisão.”

Já o representante do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, Marco Luigi Corsi, lamentou ausência de estatísticas para implementação de ações concretas.

Estatísticas

“Infelizmente não temos exatamente estatísticas sobre crianças ou, em geral, adultos portadores de albinismo aqui em Moçambique. E para fazer ações concretas, necessitamos deste tipo de dados. Neste momento, estamos a trabalhar com o Instituto Nacional de Estatísticas para ver quantas pessoas são e onde ficam, para que elas possam ser protegidas de atos violentos.”

Dados das Nações Unidas indicam que centenas de pessoas com albinismo, na sua maioria crianças, foram atacadas, mutiladas ou mortas em pelo menos 25 países de África. Na região Austral, com destaque a Tanzânia, os albinos são raptados, feridos ou mortos devido aos mitos de que os seus órgãos possuem poderes mágicos.

 

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