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Agências da ONU condenam estupro de menina no Brasil

Agências da ONU condenam estupro de menina no Brasil

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ONU Mulheres e Unicef no país divulgaram notas públicas contra os atos; agências pedem tolerância zero ao tipo de violência.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, no Brasil publicaram notas sobre casos de estupros coletivos no país.

As agências se solidarizaram com as duas adolescentes vítimas do crime: uma, no Rio de Janeiro, violada por mais de 30 homens, e outra, em Bom Jesus, no estado do Piauí, por outros cinco.

Perspectiva de Gênero

Na nota assinada pela representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, a agência pede aos poderes públicos dos dois estados que a perspectiva de gênero seja incorporada na investigação, processo e julgamento dos casos.

O comunicado menciona ainda a exposição social da vítima e dos crimes, incluindo imagens e vídeos em redes sociais e demais meios de comunicação, em ações, segundo a agência, de violação ao respeito e à dignidade das vítimas.

Sem Justificativa

Segundo Nadine Gasman, “como crime hediondo, o estupro e suas consequências não podem ser tolerados nem justificados”.

Na nota, a agência da ONU no Brasil defendeu ainda o “fortalecimento da rede de atendimento a mulheres em situação de violência”, entre outras medidas.

“À sociedade brasileira”, a ONU Mulheres pediu “tolerância zero a todas as formas de violência contra as mulheres e a sua banalização”.

Adolescentes

Em sua nota, o Unicef classificou de “inaceitáveis” os recentes casos de estupros coletivos, como os ocorridos com as adolescentes no Rio de Janeiro e no Piauí.

Para a agência da ONU, “a sociedade brasileira tem uma grande tarefa diante de si: promover e consolidar uma cultura de equidade e de respeito aos direitos de todas as crianças para que elas possam crescer livres de violência, como determinam a Convenção sobre os Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente”.

O Unicef conclui a nota afirmando ser “inadmissível que a violência sexual continue sendo banalizada” e defendendo “tolerância zero a todas as formas de violência contra crianças e adolescentes”.

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Photo Credit
Foto: ONU/Martine Perret