Saúde e educação avançam mas precisam de mais atenção na Tanzânia

27 maio 2016

Moçambique fez parte da pesquisa para melhorar situação de mais de 370 milhões de pessoas;  vários profissionais sanitários tanzanianos não conseguem detetar casos mais graves de desidratação; mais professores precisam dominar currículo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial elogiou "melhorias significativas" na oferta de serviços de educação e saúde na Tanzânia, especialmente em termos de infraestruturas sanitárias no campo e presença dos professores nas salas de aula.

As unidades de saúde com água potável, energia e saneamento subiram de 5% a 36% entre 2010 e 2014.  Os desafios atuais do setor  incluem a falta de profissionais e o aumento da capacidade de diagnóstico.

Desafio

De acordo com o estudo Indicadores da Prestação de Serviços, publicado esta sexta-feira, três em cada cinco trabalhadores da saúde não podem detetar a desidratação severa. A condição é fatal para as crianças tanzanianas.

Já no ensino, houve uma queda nos índices de ausência de professores nas escolas para 40%. Entretanto, a questão continua a ser um desafio que é associado às áreas de liderança e gestão escolar.

Conhecimento

Nas cidades, os rácios professor-aluno caíram em um quinto mas continuam bastante altos. A pesquisa revela ainda que o nível de conhecimento dos professores continua um "problema sério" e apenas um em cada cinco docentes domina o currículo que ensina.

Moçambique está na lista dos oito países africanos onde a pesquisa foi feita, ao lado do Quénia, do Níger, da Nigéria, do Senegal, do Togo e do Uganda. Espera-se que o impacto do estudo tenha reflexo em mais de 370 milhões de pessoas.

A taxa de mortalidade materna da Tanzânia é uma das mais altas do mundo, com 432 mortes por cada 100 mil nascimentos, revela o estudo do Banco Mundial em parceria com o Consórcio Africano de Investigação Económica e a ONG Pesquisa para o Alívio da Pobreza, Repoa.

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