Acnur conduz Tocha Olímpica como “gesto de solidariedade”com refugiados
BR

14 maio 2016

Representante da agência da ONU no Brasil, Agni Castro-Pita, participa do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 em Belo Horizonte neste sábado; Jogos deste ano terão pela primeira vez equipe composta por atletas refugiados.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Neste sábado, o representante do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, no Brasil, Agni Castro-Pita, participará do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 em Belo Horizonte.

Por telefone, da capital mineira, o porta-voz da agência no Brasil, Luiz Fernando Godinho, falou à Rádio ONU que o Acnur tem trabalhado “há muitos anos com o Comitê Olímpico Internacional, COI, para utilizar o esporte como uma ferramenta de desenvolvimento dos refugiados”.

Solidariedade

“Com o recrudescimento da crise mundial de refugiados, o COI abraçou ainda mais essa causa e tem atuado conosco no marco dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para dar mais visibilidade à causa dos refugiados de maneiras, digamos, diferentes e inovadoras. No caso da Tocha Olímpica, é uma maneira de demonstrar a solidariedade do movimento olímpico e dos valores que a Tocha Olímpica representa para a crise dos refugiados, que é uma crise global”.

Esta é a primeira vez que o símbolo das Olímpiadas do Rio 2016 será conduzido no Brasil por um funcionário do Sistema das Nações Unidas.

Atletas Refugiados

O porta-voz ressaltou também que pela primeira vez na história, os jogos olímpicos do Rio contarão com uma equipe composta de atletas que são refugiados.

“O COI deve anunciar essa equipe muito em breve. Será composta de entre 5 e 10 pessoas que competirão em esportes individuais sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional. É uma demonstração clara de apoio e solidariedade do movimento olímpico ao tema dos refugiados, um gesto altamente simbólico em que definitivamente o importante não será vencer, mas sim participar e mostrar que os refugiados são capazes de estar juntos dos atletas mais capacitados e da elite esportiva mundial”.

Godinho destacou que atualmente há mais de 60 milhões de pessoas que foram forçadas a sair de seus lugares de origem por causa de guerras e perseguições.

Cerca de 20 milhões destas atravessaram uma “fronteira internacional em busca de proteção em outros países”.

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