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Acordo “chave” sobre segurança nuclear entra em vigor em 8 de maio

Acordo “chave” sobre segurança nuclear entra em vigor em 8 de maio

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Para chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, documento vai reduzir as chances de um ataque terrorista envolvendo arma nuclear; Yukiya Amano também citou cooperação internacional para recuperar material nuclear roubado.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Um acordo que vai reduzir o risco de um ataque terrorista em uma usina nuclear e dificultar o contrabando de material nuclear deve começar a valer a partir de 8 de maio.

A entrada em vigor do Adendo à Convenção sobre Proteção Física de Material Nuclear, Cppnm, na sigla em inglês, foi assegurada nesta sexta-feira com a adesão da Nicarágua, levando a 102 o número de países que aderiam ao documento.

Legalmente Vinculante

De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, este era o número necessário para que o acordo entrasse em vigor em 30 dias.

Segundo a agência, o adendo, adotado há mais de uma década, vai tornar legalmente vinculante que os países protejam suas instalações nucleares.

O documento também vai expandir a aplicação da Convenção à material nuclear em uso doméstico, depósito e transporte.

Dia Importante

Para o diretor geral da Aiea, Yukiya Amano, “este é um dia importante nos esforços de fortalecer a segurança nuclear em todo o mundo”.

Amano citou que os 102 países “depositaram seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação” ao Adendo à Convenção, o que significa que o documento vai entrar em vigor em 8 de maio.

Cooperação Internacional

O chefe da Aiea ressaltou que o documento vai reduzir as chances de um ataque terrorista envolvendo material nuclear, o que poderia ter consequências catastróficas, e também vai aumentar a cooperação internacional para localizar e recuperar material roubado ou contrabandeado.

Para Amano, a entrada em vigor do Adendo “demonstra a determinação da comunidade internacional” em agir junto para fortalecer a segurança nuclear em todo o mundo.

Ele fez um apelo à adesão de todos os países ao documento que considera um “importante instrumento legal”.

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Photo Credit
Yukiya Amano. Foto: Aiea/D. Calma