“Desigualdades mostram que algo está seriamente errado”
BR

30 março 2016

Afirmação foi feita pelo presidente do Conselho Econômico e Social da ONU; Oh Joon cita a situação dos mendigos de Manhattan, que dormem encostados em vitrines de lojas de luxo; Agenda 2030 é essencial para mudar o quadro.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Combater a desigualdade é o foco de uma reunião especial do Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, que ocorre esta quarta-feira, na sede da organização, em Nova York.

O presidente do órgão lembrou que o índice de pobreza diminuiu em várias regiões do mundo e que as tecnologias melhoraram o padrão de vida das pessoas.

Níveis

Mas segundo Oh Joon, continua existindo uma grande lacuna entre renda e riqueza. A cada 10 pessoas do mundo, sete vivem em países onde a desigualdade aumentou, e em alguns casos, atingindo o maior nível em 30 anos.

O presidente do Ecosoc disse que já virou clichê dizer que “1% das pessoas mais ricas têm, juntas, mais da metade de toda a riqueza mundial”. Oh Joon afirmou que as desigualdades econômicas e sociais “mostram que alguma coisa está seriamente errada” no planeta.

Ele citou como exemplo de “contraste dramático” a situação dos mendigos que vivem em Manhattan, que “sobrevivem ao inverno com um cobertor velho, dormindo aos pés das vitrines de lojas de luxo que vendem artigos que custam milhares de dólares”.

Agenda 2030

Oh Joon explicou que a desigualdade é muito mais do que diferenças entre renda e riqueza, mas é uma situação ligada à falta de acesso à comida, água, saneamento, serviços de saúde e acesso à escola.

Segundo o presidente do Ecosoc, as mulheres em áreas rurais tem três vezes mais chances de morrer na hora do parto do que as que vivem em zonas urbanas. Já as crianças de países pobres têm menos chances de completarem os estudos.

Oh Joon lembrou que ao adotar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, os países se comprometeram em reduzir as desigualdades até 2030, sem deixar ninguém para trás.

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