Surto do ébola não é mais emergência de saúde de preocupação internacional

30 março 2016

Chefe da Organização Mundial da Saúde, OMS, convocou reunião do Comité sobre o surto da doença em África Ocidental; representantes da Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa participaram no evento.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Comité de Emergência convocado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre o surto de ébola na África Ocidental concluiu que a doença na região não é mais uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.

A reunião realizada por teleconferência,  na terça-feira, determinou o encerramento das recomendações temporárias adotadas em resposta ao surto.

Baixo Risco

O Comité forneceu a sua visão de que a transmissão do ébola em África Ocidental “não mais constitui um evento extraordinário, que o risco de propagação é agora baixo e que os países atualmente têm a capacidade de responder rápido a novas emergências com vírus”.

Representantes da Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa apresentaram a situação epidemiológica, o trabalho para evitar o ressurgimento do ébola e a capacidade de detetar e responder rapidamente a quaisquer novos focos de casos.

Sem Transmissão

O Comité notou que desde sua última reunião, todos os três países alcançaram o critério para confirmar a interrupção das suas cadeias originais de transmissão do vírus.

As três nações completaram o período de 42 dias de observação e os 90 dias adicionais de vigilância reforçada desde que o último caso ligado à cadeia original de transmissão testou negativo duas vezes. A Guiné Conacri alcançou o marco a 27 de março de 2016.

Novos Casos

O grupo observou que, como era esperado, novos casos de ébola continuam a ocorrer devido à reintrodução do vírus, mas com frequência decrescente.

Doze focos foram detetados até o momento, o mais recente dos quais relatado a 17 de março, na Guiné Conacri.

Segundo a OMS, o Comité ficou impressionado porque, até o momento, a deteção e a resposta a todos estes focos foram rápidas, a limitar a transmissão.

O grupo reforçou, no entanto, a importância dos países manterem a capacidade e prontidão de prevenir, detetar e responder a quaisquer novos casos atualmente ou no futuro.

Viagens

O Comité enfatizou que não deve haver restrições sobre viagens e comércio com a Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa.

O grupo também ressaltou a necessidade fundamental de contínuo apoio internacional para prevenir, detetar e responder rapidamente a qualquer novo surto de ébola em África Ocidental.

Leia Mais:

OMS envia equipes para combater novos casos de ebola na Guiné | Rádio das Nações Unidas

 

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