Governo do Iraque precisa proteger minorias étnicas e grupos religiosos
BR

9 março 2016

Sugestão é de especialista da ONU em direitos humanos; eles pedem que comunidades iraquianas recebam a mensagem de que têm um futuro no país; Rita Izsák-Ndiaye quer medidas políticas e legais.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Uma relatora das Nações Unidas sobre direitos das minorias está pedindo ao governo do Iraque para garantir a proteção dos grupos étnicos e religiosos do país, principalmente dos mais marginalizados.

Rita Izsák-Ndiaye acaba de encerrar sua primeira visita oficial ao país. Segundo ela, “deve ser enviada uma mensagem clara a todas às comunidades iraquianas, de que elas têm um futuro no país”.

Medidas

A especialista pede que essa mensagem seja dada em forma de ações políticas, legais e institucionais, ligadas à proteção das minorias. Segundo Izsák-Ndiaye, devem ser tomadas medidas concretas para garantir “segurança, direitos e igualdade” a esses grupos.

A relatora chegou no Iraque em 27 de fevereiro e desde então, avaliou a situação das comunidades cristã, curda, sunita, turcomena, yezidi, entre outras. Ela visitou Bagdá, Erbil, Dohuk e também acampamentos para deslocados internos.

Terrorismo

A especialista em direitos humanos mencionou anos de marginalização, de conflitos, de tensões étnicas e religiosas e o recente terrorismo que atingem o Iraque.

Com isso, essas comunidades “perderam a confiança nelas mesmas e no governo”. Rita Izsák-Ndiaye pede a reconstrução dessa confiança, fator essencial para a proteção da diversidade cultural e de patrimônio do Iraque.

A presença do Isil tem levado muitos grupos minoritários a “se sentirem abandonados”, sendo que alguns inclusive questionam se deveriam continuar no país.

Por isso, a relatora pede um governo mais inclusivo, com maior representação dessas comunidades na sociedade iraquiana.

 

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