Comissão Especial da ONU sobre Operações de Paz abre as sessões 2016
BR

16 fevereiro 2016

Vice-chefe da ONU lembra que debate ocorre em um momento de desafios e de oportunidades singurales; Eliasson afirma que os soldados de paz da ONU estão trabalhando em ambientes cada vez mais inseguros, com presença de extremistas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A Comissão Especial das Nações Unidas sobre Operações de Paz inaugurou nesta terça-feira as sessões de debates de 2016. O vice-secretário-geral da ONU fez um discurso, afirmando que o momento é de desafios e de oportunidades únicas.

Jan Eliasson falou sobre a mudança na natureza dos conflitos, o que tem colocado pressão sobre a comunidade internacional. Segundo ele, os soldados de paz da ONU trabalham em ambientes cada vez mais inseguros.

Instabilidade

Extremistas e outros grupos criminosos exploram o caos e a instabilidade. Eliasson também falou dos ataques contra os soldados de paz da organização, como o ocorrido no Mali, na última sexta-feira.

Segundo o vice-chefe da ONU, os mecanismos existentes não são adequados para esses novos desafios. Mas ele lembrou de uma das maiores forças das operações de paz: a habilidade de se adaptar e de evoluir.

Mandato

Eliasson destacou que as missões de paz das Nações Unidas servem para trazer soluções políticas aos conflitos e não soluções militares, ajudando países e comunidades a encontrar maneiras pacíficas de resolver diferenças.

Segundo ele, 125 mil militares, policiais e civis trabalham nas missões de paz da ONU e todos precisam de mandatos e estratégias políticas apoiadas pelo Conselho de Segurança.

Entre as necesidades do ano está o reforço das capacidades operacionais, melhoria da segurança e acesso à tecnologia de ponta, além de líderança profissional e eficiente.

Jan Eliasson destacou ser preciso garantir que todos os soldados de paz “mantenham o mais alto padrão de conduta e de disciplina”, algo crítico para se preservar a credibilidade das operações. Ele pediu que cada boina azul seja um protetor, uma vez que se aproveitar da vulnerabilidade das pessoas “é uma traição”.

O vice-secretário-geral lembrou que “onde há casos de exploração sexual e de abusos, é preciso haver justiça”, sendo essa uma obrigação das Nações Unidas e dos países-membros.

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