Risco do zika se espalhar na Europa é extremamente baixo
BR

29 janeiro 2016

Organização Mundial da Saúde reconhece que as chances de “importação” do vírus aumentam, mas transmissão é baixa durante o inverno; clima no momento não é favorável para ações do mosquito no Mediterrâneo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirma que países da Europa já reportaram casos “importados” de zika, ou seja, de viajantes infectados que entraram no continente.

A agência da ONU revela que com o vírus se espalhando pelas Américas, aumentam as chances do zika chegar a outras regiões do  mundo. Mas como atualmente é inverno no Hemisfério Norte, o risco de transmissão “ na Europa é extremamente baixo”.

Condições

Apesar do Aedes aegypti estar presente em vários países europeus, especialmente no Mediterrâneo, as condições do clima frio não são favoráveis para a atividade do mosquito.

A OMS alerta para o risco da transmissão aumentar com a chegada da primavera e do verão na Europa, já que os mosquitos preferem se reproduzir em climas mais quentes.

Vigilância

A agência da ONU pede aos países da região que estejam prontos para detectar casos e controlar os mosquitos. A recomendação é para o aumento de medidas que diminuam a presença do Aedes, como maior controle do vetor e vigilância.

Os laboratórios europeus precisam se preparar também para detectar a relação entre o zika e possíveis complicações neurológicas em pessoas picadas pelo mosquito.

Na segunda-feira, um comitê de emergência da OMS fará uma reunião sobre a ligação entre o vírus e o aumento dos casos de microcefalia. Os especialistas vão definir ainda se declaram o surto uma emergência de saúde pública.

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