70% dos refugiados sírios no Líbano vivem abaixo da linha de pobreza
BR

23 dezembro 2015

Alerta consta da Análise da Vulnerabilidade dos Refugiados Sírios 2015 lançada por várias agências da ONU; resultado representa um aumento significativo em comparação aos 49% registrados em 2014.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório preparado por várias agências da ONU alerta que 70% dos refugiados sírios no Líbano vivem abaixo da linha de extrema pobreza, com até US$ 3,84 por dia, o equivalente a R$ 15,35 diários.

O documento Análise da Vulnerabilidade dos Refugiados Sírios 2015, lançado esta quarta-feira, foi preparado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pelo Fundo para a Infância, Unicef, e pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA.

Apoio e Solidariedade

A representante do Acnur no Líbano, Mireille Girard, disse que o resultado representa um aumento significativo comparado com os 49% registrados em 2014.

Girard afirmou que “mais do que nunca os refugiados necessitam do apoio e da solidariedade da comunidade internacional”. Segundo ela, sem uma resposta humanitária robusta, os refugiados correm o risco de se aprofundarem ainda mais na pobreza.

O documento mostrou ainda que pouco mais da metade das crianças e adolescentes entre seis e 14 anos está na escola. Na região do vale do Beka, o índice é de apenas 36%.

O estudo revela ainda que somente 46% dos que entram na escola chegam até a sexta-série. Além disso, apenas 5% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam matriculados no ensino secundário ou superior.

Barreiras

A análise das agências da ONU diz que as principais barreiras aos cuidados de saúde são o alto custo dos remédios e tratamentos e o preço das consultas cobradas pelos médicos.

Os especialistas afirmaram que 45% dos bebês com menos de seis meses são amamentados com leite materno.

Aumentou a proporção das famílias que consomem apenas uma, ou nenhuma, refeição por dia. O índice das pessoas que não consomem nenhum tipo de vegetal ou fruta diariamente dobrou para 60%.

As agências da ONU disseram que a insegurança alimentar piorou significativamente em relação ao ano passado. Dos mais de 1 milhão de refugiados sírios registrados no Líbano até junho deste ano, apenas 129 mil se alimentaram corretamente.

 

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