Insegurança coloca em risco as operações humanitárias no Iraque
BR

1 dezembro 2015

Secretária-geral assistente da ONU para Assuntos Humanitários visitou Bagdá e Erbil; Kyung-wha Kang diz que custo da crise é arrasador; em novembro, 888 iraquianos morreram em atos violentos; 10 milhões precisam de ajuda no país.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A secretária-geral assistente da ONU para Assuntos Humanitários declarou que o custo da crise no Iraque é arrasador. Kyung-wha Kang visitou a capital Bagdá e a cidade de Erbil para discutir a crise humanitária no país.

Ela está extremamente preocupada com os indícios de uma piora “dramática” da situação nos próximos meses. Kang conversou com mulheres que perderam tudo e explicou que é preciso aumentar a capacidade de enviar itens básicos à população e melhorar a segurança e o acesso aos civis.

Preocupação

A vice-chefe de operações humanitárias da ONU disse que a insegurança no Iraque coloca toda a operação de ajuda em risco. Segundo Kang, “a crise econômica que impacta a região do Curdistão e o país é “terrivelmente preocupante”.

Ela fez uma apelo à comunidade internacional, em prol do fornecimento urgente de assistência essencial para salvar vidas. Se isso não acontecer, Kang prevê um impacto “muito prejudicial”.

O financiamento é necessário para manter programas e ajudar a reconstruir áreas no Iraque que tinham sido tomadas pelo Isil. Assim, as pessoas podem retornar às suas casas de forma voluntária.

Mortos e Feridos

Ao final da visita de dois dias ao país, a secretária-geral assistente afirmou que o Iraque tem uma das crises mais sérias do mundo, numa das regiões mais voláteis.

As Nações Unidas calculam que 10 milhões de iraquianos precisam de assistência humanitária. Quase 3,2 milhões estão desalojados desde janeiro de 2014. O plano de resposta humanitária é de quase US$ 500 milhões, mas menos de 50% foi recebido.

No mês de novembro, 888 iraquianos, sendo 489 civis, foram mortos e outros 1,237 ficaram feridos em atos de terrorismo, de violência e no conflito armado. Os números são da Missão da ONU no Iraque, Unami.

Segundo o chefe da missão, “o povo iraquiano continua sofrendo com esse ciclo vicioso de violência”. Jan Kubis deplorou as mortes resultantes de “atos de terrorismo e do conflito armado no país”. A capital Bagdá foi a província mais afetada pela violência em novembro.

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