Mais de 13 milhões de latinos e caribenhos afetados por desastres este ano
BR

13 novembro 2015

Números foram registrados entre janeiro e outubro e a situação pode piorar com o El Niño; relatório do Ocha diz que seca, chuvas em excesso, enchentes e dengue estão entre os principais fatores que afetam a população.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Entre janeiro e outubro, 13,2 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe foram afetadas por desastres naturais. Os números são do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

A seca foi o fenômeno climático que afetou mais pessoas, cerca de 7 milhões, seguida por chuvas em excesso, enchentes e epidemias como dengue e cólera. Furacões e ondas de frio também afetaram a região.

Preparação

Segundo o Ocha, o El Niño deve piorar a seca na América Central e levar mais chuvas para a América do Sul entre os meses de novembro e de dezembro. A agência lembra que a preparação diante de desastres naturais deve ser prioridade para reduzir impactos e necessidades humanitárias que surgem nestas situações.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA, também produziram um estudo falando da relação entre insegurança alimentar, violência e migração entre países da América Central.

Recomendações

O relatório recomenda aos governos uma análise mais profunda sobre a situação, para se ter um maior conhecimento do impacto da insegurança alimentar nos padrões de migração.

Algumas recomendações são: reforço da resiliência de crianças e de jovens cujos pais migraram devido à violência; promoção de meios de subsistência e estratégias de desenvolvimento que sejam lideradas por governos com o apoio da ONU.

Em maio, a ONU organiza em Istambul, na Turquia, a primeira Conferência Humanitária Mundial, com o objetivo de debater novas soluções para atender as necessidades humanitárias atuais.

 

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