Brasil quer Conselho de Segurança adaptado à geopolítica do século 21
BR

30 outubro 2015

Assembleia Geral debateu a possibilidade de se ampliar o número de países-membros do Conselho; embaixador brasileiro defende novos assentos permanentes, com países da África e da América Latina.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Foi promovida nesta sexta-feira na Assembleia Geral da ONU uma sessão plenária sobre a possibilidade de se ampliar o total de cadeiras do Conselho de Segurança.

O presidente da Assembleia Geral lembrou que a reforma do Conselho é uma das questões mais discutidas nas últimas décadas. Mogens Lykketoft  destacou que desde a criação da ONU, há 70 anos, o mundo passou por mudanças profundas e é muito mais complexo hoje manter a paz e a segurança internacionais.

Representação

Ele defendeu que o Conselho de Segurança seja confiável e eficiente, capaz de cumprir seu mandato como estabelece a carta da ONU. Lykketoft foi claro: “a necessidade de se reformar o Conselho de Segurança é inquestionável”.

Mas a última vez que o órgão incluiu novos membros-não permanentes foi há 50 anos. Desde então, fazem parte do Conselho cinco países com mandato permanente: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Os outros 10 países são escolhidos por votação e cumprem mandato rotativo de dois anos.

Brasil

O presidente da Assembleia Geral falou sobre sua expectativa de que o debate sirva de base para uma futura reforma do Conselho e para negociações eficientes neste sentido.

A visão do Brasil sobre a questão foi apresentada pelo embaixador do país junto às Nações Unidas. Antonio Patriota afirmou que a dinâmica do Conselho de Segurança precisa se adaptar “à realidade geopolítica do século 21”.

Mais Países

O embaixador disse que com a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial e o aumento das vítimas de conflitos armados, “não se pode permitir a “corrosão da autoridade do Conselho, o que gera descrédito para as Nações Unidas”.

O Brasil defende a ampliação dos assentos permanentes do Conselho de Segurança, com a inclusão de países da África, da América Latina e do Caribe. Antonio Patriota afirmou ser preciso adaptar o Conselho para o mundo de hoje para que o futuro seja de melhor cooperação para a paz.

 

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