África Subsaariana não atingiu meta sobre acesso à água potável

30 junho 2015

Unicef informa que 663 milhões de pessoas no mundo ainda bebem água de fontes que não são seguras, sendo que a metade está na região africana; em relação ao saneamento, 2,4 mil milhões de pessoas no mundo não têm serviço.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançou esta terça-feira o relatório “Progresso sobre Saneamento e Água Potável: Atualização e Avaliação dos ODMs 2015”.

O estudo foi feito em parceria com a Organização Mundial da Saúde, OMS. O documento revela que no mundo, 663 milhões de pessoas ainda usam fontes de água impróprias para o consumo. Metade delas estão na África Subsaariana.

Objetivo

Pelo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio número sete, os países precisavam até dezembro ter reduzido pela metade o total de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento básico.

Segundo o relatório, a África Subsaariana não cumpriu a meta, porém mais de 40% da população da região obteve acesso a fontes seguras de água desde 1990.

Casas de Banho

No mundo todo, 2,6 mil milhões de pessoas ganharam acesso ao bem natural e atualmente, fontes de água limpa estão disponíveis a 91% da população mundial.

O estudo do Unicef e da OMS revela também que 2,4 mil milhões de pessoas ainda não têm acesso ao saneamento básico. E quase 1 mil milhão não tem outra alternativa, a não ser fazer suas necessidades a céu aberto. Apenas 68% da população do planeta utiliza casas de banho.

Novas Metas

Uma das propostas da ONU com os novos objetivos de desenvolvimento sustentável, que serão anunciados em setembro, é acabar até 2030 com a falta de acesso ao saneamento básico.

Mas o relatório também fala de avanços: em 1990, mais de 2 mil crianças morriam por dia devido à diarreia causada pelo consumo de água imprópria e pela falta de saneamento. Mas atualmente, menos de mil menores de cinco anos de idade morrem pelos mesmos motivos.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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