ONU formaliza parceria para investigar combate às crises que afetam o Sahel

23 junho 2015

Cerca de 20 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar na região africana; Guiné-Bissau e Cabo Verde estão entre os países abrangidos pelo centro de pesquisas que deve desenvolver nova iniciativa até 2016.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas assinaram, esta terça-feira, um plano de parceria estratégica com o Comité Interestatal Permanente para o Controlo da Seca no Sahel.

O objetivo é reforçar a resiliência de comunidades consideradas "altamente vulneráveis à insegurança alimentar e à malnutrição". Todos os anos, cerca de 20 milhões de pessoas não têm comida suficiente na região africana desde 2012.

Equilíbrio 

O Comité dedica-se a investigações sobre a segurança alimentar e a luta contra os efeitos da seca e desertificação para um novo equilíbrio ecológico na área, onde mais de 5 milhões menores de cinco anos sofrem de desnutrição. Guiné-Bissau e Cabo Verde estão entre 13 países cobertos pela entidade.

A região conhecida por acolher comunidades que estão entre as mais pobres do mundo apresenta crises alimentares e nutricionais crónicas. Os problemas são agravados pelos efeitos das alterações climáticas.

O Sahel também é afetado por desastres naturais recorrentes, aliados ao impacto de conflitos violentos e ao deslocamento.

Intensidade

Ao assinar o acordo, o coordenador Humanitário Regional da ONU para o Sahel, disse  que muitas famílias são mais vulneráveis atualmente do que eram há 20 anos. Robert Piper fala de menor capacidade de lidar com a maior frequência e intensidade dos choques climáticos.

Para ele, a parceria deve ajudar a compreender melhor o que impulsiona os perigos de desastres e identificar os menos equipados para lidar com o impacto de tais choques.

Emergências

Piper considerou o entendimento uma medida indispensável para o trabalho conjunto com entidades de desenvolvimento e governos com vista a abordar as causas estruturais das emergências crónicas do Sahel de forma sustentável.

O plano que será coberto até 2016 define seis áreas de cooperação para reforçar a capacidade das famílias para lidar com os choques climáticos, além de desastres naturais e dos que são provocados pelo homem.

Plano

O envolvimento da ONU é através da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO,  o Programa Mundial de Alimentação, PMA, e ainda o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

O  Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud,  o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e o Escritório para a Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, estão entre as agências abrangidas pelo plano.

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