OIM apoia ação para impulsionar testagem de HIV em mineiros moçambicanos

22 dezembro 2014

Em janeiro abrem três centros de testagem na província de Gaza; região agrega um quarto dos seropositivos do país;  600 mil moçambicanos trabalham nas minas sul-africanas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OI M, promoveu a realização de testes gratuitos de HIV, numa campanha que decorreu até segunda-feira na vila fronteiriça de Ressano Garcia em Moçambique.

A iniciativa coincidiu com o regresso ao país de milhares de trabalhadores migrantes da África do Sul para passar as férias do fim do ano.

Comunidades

A iniciativa, realizada em parceria com várias agências, também promoveu a realização de exames de tuberculose. As clínicas temporárias para o efeito devem ser implantadas nas comunidades de origem dos retornados no princípio de 2015.

Entre 5 e 10 de janeiro, três distritos da província de Gaza vão abrir centros de testagem com o apoio da Fundação Elizabeth Glazier dos Estados Unidos.

A OIM deverá prestar assistência aos locais juntamente com a agência Teba, que trabalha com migrantes e está sedeada na África do Sul com representação no sul de Moçambique.

Materiais

A província de Gaza tem cerca de um quarto dos cerca de 10,8% de moçambicanos a viver com o vírus da sida. Além da atividade de promoção, foram distribuídos materiais e informações sobre a prevenção e feito o registo dos detalhes dos migrantes entrevistados.

Dos cerca de 1,5 milhão de moçambicanos que vivem na África do Sul, aproximadamente 600 mil trabalham nas minas.

O número de pessoas que desconhece o estado serológico é considerado um dos maiores fatores para a propagação das doenças. De acordo com o Programa da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, somente quatro em cada 10 pessoas que vivem com o HIV em Moçambique foram testadas para o vírus.

 

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