Comandante português destaca motivação para proteger centro-africanos

11 dezembro 2014

Luiz Carrilho lidera polícias da Missão da ONU no país; esta semana foram detidos mais de 90 elementos de grupos armados; organização alertou para o potencial de mais confrontos entre grupos Séléka e anti-Balaka.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O chefe da polícia da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, destacou a motivação das suas forças para continuar as operações, após incidentes com armas de fogo recentemente ocorridos no país.

O português Luís Carrilho falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, à margem do último encontro de comissários da Polícia da organização. Esta semana, as Nações Unidas alertaram que a situação podia potencialmente explodir, devido a confrontos entre forças Séléka e anti-Balaka.

Credibilidade

"A população conta connosco e nós continuaremos a dar o melhor para a fazer a proteção para a segurança do país e para o desenvolvimento das instituições, no caso da polícia das Nações Unidas e da gendarmeria nacional. Estamos motivados para trabalhar em conjunto para que a credibilidade das instituições seja cada vez melhor  para que  o país tenham cada vez mais segurança."

O responsável disse haver um patrulhamento ativo durante todo o dia em bairros da capital centro-africana. No resto do país, a componente militar da Minusca está a cargo das operações.

Morte

"Em Bangui, particularmente, tivemos incidentes com armas de fogo, com granadas, alguns dos quais contra as forças de segurança internacionais, polícia e militares. Infelizmente, já tivemos um elemento que faleceu, e tivemos vários feridos, incluindo 10 polícias,  em ataques de granada e a tiro mas não serão esses  criminosos  e atos  que nos irão impedir de fazer o nosso trabalho."

Série de Prisões

Nesta quarta-feira, a organização anunciou a captura de Mahamat Abdul Kadre, um líder rebelde do Chade e antigo governante centro-africano na cidade de Bambari.

A série de importantes prisões inclui também dois líderes anti-Balaka, conhecidos como "Chocolat" e John "Americain". Cerca de 88 combatentes renderam-se às forças da ONU após as detenções.

As Nações Unidas estimam que milhares de pessoas morreram devido ao conflito iniciado há dois anos, com ataques dos rebeldes Séléka. Desde então, a violência assume contornos cada vez mais sectários.

 

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