Acnur divulga nesta terça número de refugiados na América Latina e Caribe
BR

2 dezembro 2014

Reunião ministerial de Cartagena+30 buscará resolver também problema dos deslocados e apátridas na região; encontro vai adotar nova Declaração e Plano de Ação para responder aos desafios humanitários na área.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, divulga nesta terça-feira os números mais recentes sobre casos de refúgio e deslocamento forçado na América Latina e no Caribe.

Ainda no encontro, que ocorre em Brasília, o Acnur deverá definir em parceria com os governos da região soluções para refugiados, deslocados e apátridas na América Latina e no Caribe.

Plano de Ação

A reunião ministerial Cartagena+30, em Brasília, vai concluir o processo de celebração do 30º aniversário da Declaração de Cartagena para Refugiados.

De Brasília, em entrevista à Rádio ONU, o representante do Acnur no país, Andrés Ramirez, falou sobre a reunião.

“É um evento muito importante porque conta com a participação a nível muito amplo dos países da América Latina e do Caribe. E, também vamos nos comprometer a nível regional para poder implementar um plano de ação para a próxima década. Dentro dos pontos fundamentais temos o tema da ajuda, do combate ao problema das pessoas apátridas.”

Vínculo

Segundo Ramirez, esse é “um flagelo terrível onde as pessoas perdem todo o vínculo jurídico com os Estados”.

A reunião ministerial de Brasília vai adotar uma nova Declaração e Plano de Ação, que servirá como um documento comum para responder, nos próximos 10 anos, aos desafios humanitários na região e fortalecer a proteção de refugiados, deslocados e apátridas.

O evento terá início com uma entrevista coletiva da qual vão participar o alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres e o ministro da Justiça do Brasil, José Eduardo Cardozo.

Eles vão divulgar os últimos dados sobre refúgio e deslocamento forçado na América Latina e no Caribe.

Declaração

A Declaração de Cartagena para Refugiados é o mais progressivo e amplo instrumento de proteção aos refugiados e outras populações deslocadas pela violência que se encontram na América Latina e no Caribe.

O processo de comemoração de Cartagena+30 foi lançado em fevereiro deste ano pelo alto comissário, António Guterres, em Genebra, com a presença de representantes de todos os países da América Latina e do Caribe para promover a participação dos Estados, da sociedade civil, da academia e de outras organizações internacionais e regionais.

O primeiro encontro subregional aconteceu em março, em Buenos Aires na Argentina. Lá, os representantes dos países do Mercosul concordaram em torno de propostas e recomendações para fortalecer o direito ao refúgio, à proteção internacional e a busca de soluções duradouras na região.

O processo de Cartagena+30 representa o mais amplo diálogo regional sobre proteção internacional e questões humanitárias na América Latina e no Caribe desde 1984.

Ele envolve todos os países da região e mais de 150 organizações da sociedade civil, com o apoio do Conselho Norueguês para Refugiados e outras importantes organizações internacionais.

 

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